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Personagem: Paulo Cesar da Silva
Por: Paulo Cesar da Silva, 30 de maio de 2026

LIBERTAÇÃO NO TEATRO DE FANTOCHES

Esta história contém:

LIBERTAÇÃO NO TEATRO DE FANTOCHES

A LIBERTAÇÃO NO TEATRO DE FANTOCHE

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”

João 8:32

Não há dúvida de que a verdade é libertadora! Mas, às vezes pode acontecer de, ao conhecer a verdade, passarmos por um processo de solidão e até de desprezo, onde ficamos em uma clausura de luta constante, uma verdadeira batalha interna onde nosso “eu” nos confronta com constantes interrogações.

— Será?

Mas conhecer a verdade não é simplesmente ouvir falar sobre ela de forma vaga e superficial, o conhecimento é incontestável e nele não há espaço para dúvidas.

Em 1975 eu era uma criança e tinha seis anos de idade, eu sempre tive problemas de bronquite, (os antigos falavam bronco pulmonal) a gente tinha se mudado de pouco para Campinas, acho que não tinha feito nem um mês ainda, então minha mãe procurou ajuda na igreja onde a gente congregava, com a ajuda de uma irmã que nos acompanhou, eu fui internado em um hospital pediátrico da cidade, era um bom hospital e além dos recursos médicos eles tratavam humanamente as crianças. Havia lá uma sala de recreação para as crianças, com uma televisão e muitos brinquedos, várias entidades prestavam serviços sociais ali naquele hospital davam muitos brinquedos e proporcionavam aos internos muitas diversões trazendo sempre atrações diferentes nos variados dias da semana.

A gente adorava e se encantava com tudo! Mas tinha uma equipe que era a nossa favorita, tratava se de uns jovens que apresentavam um teatrinho de fantoches onde os personagens, os bonecos Zico, Zoca e Maroca brincavam, cantavam e contavam histórias, muitas das vezes eles interagiam com o público.

Era muito emocionante quando saiamos da sala comentando uns com os outros.

— Você viu? O Zico falou comigo! A Maroca falou comigo! — e a animação era grande! éramos crianças inocentes e não só acreditávamos “piamente” que os bonecos realmente falavam, como também que eles tinham...

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