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A data era 14 de março de 1998; um momento único e especial seria o dia do meu casamento. O sonho de menina moça, o vestido de noiva, a igreja, a festa...e, claro um grande amor... Quis a vida transformar a alegria em tristeza, o sorriso em lágrimas, a felicidade em dor, a festa em velório, uma missa de casamento em fúnebre... enfim, a vida em morte.

Nunca, em tempo algum... nos sentimentos mais escondidos, poderia eu, sentir mais dor, do que um ser humano possa suportar... Naquela manhã cinzenta e nublada de sábado... numa reta da estrada, quis o difícil destido, ceifar a vida do meu noivo, do meu pai e do meu sogro. Ah meu Deus... escrever em palavras, o real sentido do sofrimento, não tem como mensurar o quão eu quis que não fosse verdade. A semana já estava tão pesada, vários indícios de que algo o destino quis mostrar... eu não entendia... Nosso enlace no civil, na sexta feira treze... as fotos, a filmagem, a troca de alianças e o questinamento do porquê usá-las no civil, isso é para o religioso...mas o Jonas assim o queria. Foram menos de 24 horas, e, em minha mão caberiam os dois símbolos de um amor impossível, e, que a morte nos separe para sempre. Como mensurar os sentimentos... e, dentro de mim, duas vidas inocentes ¨Carolina e Sabrina¨, que ao nascer não iriam conhecer o papai e os avós... Aquele seu terno sobre a cama, preparado com todo amor do mundo, jamais foi usado. Em nossa igreja, dois caixões adentraram no horário que seria nosso enlace... em sua última despedida, nosso bolo foi saciado... querido pai, aqui tão perto, mas tão longe; quanta dor nesse coração de filha, ao saber da sua partida... Deus meu sabe da intesidade da dor que me cortou como fio de navalha... e, meu mundo turvo se nortou, as palavras emudeceram, em escuro breu meu sentimento permaneceu... Eu queria descer do mundo, nessa voltas que a Terra dá... eu queria uma luz, uma resposta... quanta dor... eu tive que entregar a terra, ao túmulo o...

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