Facebook Informações Ir direto ao conteúdo
Por: Angelo Brás Fernandes Callou, 30 de janeiro de 2026

Nossos Fados

Esta história contém:

Nossos Fados

Nossos Fados

Por Angelo Brás Fernandes Callou

Ontem foi uma noite memorável no Hotel Central do Recife, com o show da fadista carioca Ananda Botelho.

É sempre inacreditável perceber como o fado está em nós, brasileiros. Sobretudo nas pessoas da minha geração ou abeiradas a ela. O público de ontem praticamente conhecia a maioria das canções portuguesas interpretadas por Ananda: É uma casa portuguesa, com certeza; Olhos castanhos; Nem às paredes confesso; Foi Deus; Canção do mar…

Criei-me, por assim dizer, ouvindo fados na Rádio Difusora de Pesqueira, ou na vitrola da minha avó galega, que tinha discos desde os mariachis mexicanos, passando pelos fados, na voz de cantores e cantoras brasileiros e, claro, na de Amália Rodrigues, além de músicas do cancioneiro espanhol.

Mais inacreditável ainda é reconhecer como a música, queiramos ou não, ritmou nossas vidas, sobretudo com o surgimento do rádio no Brasil em 1922 e do próprio desenvolvimento da indústria cultural no país a partir de 1960. A música nos remete a tantos estados felizes, tristes ou melancólicos – nossos fados -, quase como uma condição do humano no mundo contemporâneo. Somos capazes de revisitar, pela música, lugares distantes onde um dia estivemos, de lembrar de pessoas, pensamentos e até mesmo dos aromas do passado, como um perfume elaborado com bons fixadores.

A simpática e leve Ananda nos levou, pelas mãos de sua belíssima voz, a esses recônditos antigos. Apaixonada pelo fado, faz dessa paixão um trabalho de divulgação desse gênero musical pelo país, que já teve forte penetração por aqui, sobretudo nos anos 1940 a 1960, relata ela. Seu canto não tem a mesma dramaticidade dos fadistas portugueses, por razões óbvias, mas seu repertório e sua amplitude vocal emocionaram a todos no primeiro arranha-céu do Recife.

De Pesqueira, onde nasci, a Lisboa, onde morei, a voz de Ananda, acompanhada pela guitarra portuguesa de Fernando do...

Continuar leitura
Palavras-chave: fados, hotel central, recife, crônica

O Museu da Pessoa está em constante melhoria de sua plataforma. Caso perceba algum erro nesta página, ou caso sinta falta de alguma informação nesta história, entre em contato conosco através do email atendimento@museudapessoa.org.

Histórias que você pode gostar

Apoiar a arte, a música desse país
Texto
Apoiar a arte, a música desse país
Texto
Lisboa, para além dos fados
Texto

Angelo Brás Fernandes Callou

Lisboa, para além dos fados
Comunismo in loco
Texto

Maria Leopoldina Morais Veiga

Comunismo in loco
fechar

Denunciar história de vida

Para a manutenção de um ambiente saudável e de respeito a todos os que usam a plataforma do Museu da Pessoa, contamos com sua ajuda para evitar violações a nossa política de acesso e uso.

Caso tenha notado nesta história conteúdos que incitem a prática de crimes, violência, racismo, xenofobia, homofobia ou preconceito de qualquer tipo, calúnias, injúrias, difamação ou caso tenha se sentido pessoalmente ofendido por algo presente na história, utilize o campo abaixo para fazer sua denúncia.

O conteúdo não é removido automaticamente após a denúncia. Ele será analisado pela equipe do Museu da Pessoa e, caso seja comprovada a acusação, a história será retirada do ar.

Informações

    fechar

    Sugerir edição em conteúdo de história de vida

    Caso você tenha notado erros no preenchimento de dados, escreva abaixo qual informação está errada e a correção necessária.

    Analisaremos o seu pedido e, caso seja confirmado o erro, avançaremos com a edição.

    Informações

      fechar

      Licenciamento

      Os conteúdos presentes no acervo do Museu da Pessoa podem ser utilizados exclusivamente para fins culturais e acadêmicos, mediante o cumprimento das normas presentes em nossa política de acesso e uso.

      Caso tenha interesse em licenciar algum conteúdo, entre em contato com atendimento@museudapessoa.org.

      fechar

      Reivindicar titularidade

      Caso deseje reivindicar a titularidade deste personagem (“esse sou eu!”),  nos envie uma justificativa para o email atendimento@museudapessoa.org explicando o porque da sua solicitação. A partir do seu contato, a área de Museologia do Museu da Pessoa te retornará e avançará com o atendimento.