Prazer! Fico feliz que tenha chegado aqui para conhecer um pouco da minha história. Eu sou Laisa Liane Paineiras Domingos ... uma mulher negra, capixaba, temente à Deus, sambista, carnavalesca, residente em Salvador há 5 anos. Mãe de 2 lindos filhos, Larissa e João Miguel. Nascida em Cachoeiro de Itapemirim (ES), aos 16 anos, me mudei para o Rio de Janeiro para cursar Fisioterapia e Psicologia. Após a graduação, fui admitida como fisioterapeuta supervisora de estágio e professora na faculdade onde cursei Fisioterapia, dando início à carreira docente universitária e mantendo a tradição familiar da educação como meio de transformação pessoal e profissional. Fiz o mestrado em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueira entre 2003 e 2005. Em 2011, ingressei no Exército Brasileiro (EB) como Oficial Técnico Temporária Fisioterapeuta, servindo a minha pátria por 8 anos. Em 2015, iniciei o doutorado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em 2018 recebi a Medalha \"Mérito Cívico-Militar\" por uma atuação de destaque no EB, finalizei o doutorado e iniciei o estágio pós-doutoral. Em 2020, fui convocada para atuar como fisioterapeuta em 2 CTIs COVID, vivi dias de muitas angústias, medo, incertezas e dedicação ao meu ofício ... até que no meio de todo o caos, fui aprovada e assumi o serviço público federal, como docente na Universidade Federal da Bahia. Uma mudança expressiva em meu caminho pessoal e profissional, mas que encarei com muita bravura, coragem e resiliência. Ao me reconhecer como membro de uma das universidades mais importantes do país, e entender a sua relevância social sobretudo para populações em vulnerabilidade social e econômica, ingressei na Comissão Permanente de Heteroidentificação da Autodeclaração da UFBA e comecei a presenciar a efetividade da política pública de cotas, contribuindo para a reparação histórica e equidade, vendo rostos como o meu serem cada vez mais presentes na universidade. Em...
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Prazer! Fico feliz que tenha chegado aqui para conhecer um pouco da minha história. Eu sou Laisa Liane Paineiras Domingos ... uma mulher negra, capixaba, temente à Deus, sambista, carnavalesca, residente em Salvador há 5 anos. Mãe de 2 lindos filhos, Larissa e João Miguel. Nascida em Cachoeiro de Itapemirim (ES), aos 16 anos, me mudei para o Rio de Janeiro para cursar Fisioterapia e Psicologia. Após a graduação, fui admitida como fisioterapeuta supervisora de estágio e professora na faculdade onde cursei Fisioterapia, dando início à carreira docente universitária e mantendo a tradição familiar da educação como meio de transformação pessoal e profissional. Fiz o mestrado em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueira entre 2003 e 2005. Em 2011, ingressei no Exército Brasileiro (EB) como Oficial Técnico Temporária Fisioterapeuta, servindo a minha pátria por 8 anos. Em 2015, iniciei o doutorado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em 2018 recebi a Medalha \"Mérito Cívico-Militar\" por uma atuação de destaque no EB, finalizei o doutorado e iniciei o estágio pós-doutoral. Em 2020, fui convocada para atuar como fisioterapeuta em 2 CTIs COVID, vivi dias de muitas angústias, medo, incertezas e dedicação ao meu ofício ... até que no meio de todo o caos, fui aprovada e assumi o serviço público federal, como docente na Universidade Federal da Bahia. Uma mudança expressiva em meu caminho pessoal e profissional, mas que encarei com muita bravura, coragem e resiliência. Ao me reconhecer como membro de uma das universidades mais importantes do país, e entender a sua relevância social sobretudo para populações em vulnerabilidade social e econômica, ingressei na Comissão Permanente de Heteroidentificação da Autodeclaração da UFBA e comecei a presenciar a efetividade da política pública de cotas, contribuindo para a reparação histórica e equidade, vendo rostos como o meu serem cada vez mais presentes na universidade. Em 2024, criei o grupo de pesquisa \"Saúde da população negra e doenças crônicas\", vinculada à UFBA e chancelada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele surgiu da necessidade de promoção de uma \"aquilombamento universitário\" e se tornou uma potente estratégia de produção de conhecimento científico e amadurecimento acadêmico de jovens universitários. Recebi uma linda homenagem da Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI), passando a compor o Colegiado de Ciências da Saúde, e me tornando \"imortal\".
Hoje, quando olho para trás, percebo que todo o processo foi importante de ser vivido, para que eu chegasse até este lugar que tanto me honra e me faz feliz. Encontrei portas abertas por minha ancestralidade. Vivi, fui forjada e carrego dentro de mim com muito orgulho, ensinamentos, exemplos, solo, terra fértil pavimentada por Martha e José Paineiras, Ana Maria, Nancy, José Paineiras Filho, Edith, e tantas outras pessoas, que contribuiram para que eu me tornasse hoje, docente, cientista, pesquisadora, líder de um grupo de pesquisa; membro efetiva de bancas de heteroidentificação da UFBA; palestrante em congressos nacionais e internacionais com abordagens sobre saúde e comportamento, com recorte racial e interseccional; orientadora de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e de Residência (TCR), dissertações e teses; coordenadora do Ambulatório de Telemonitoramento e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) para pessoas com condições crônicas, usuárias do SUS; orientadora de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e inovação (atualmente com 7 bolsistas acadêmicos de PIBIC e PIBIT negros, indígenas e/ou pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+). Graças à todo o processo, e tudo que aprendi no caminho, sou eternamente apaixonada pelo meu ofício, pelo seu poder transformador da vida de tantos jovens, da vida dos meus filhos e diariamente inspirada à ser profundamente comprometida com o melhor que eu possa oferecer, como pessoa e como profissional.
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