Biografia – Scarlath Íris
Nasci em Teresópolis, Rio de Janeiro, em 2 de setembro de 1978. Registrada civilmente como Danielle Gervazoni Bastos, passei a utilizar o nome artístico e social Scarlath Íris após ser rebatizada por minha mentora espiritual. Esse nome representa, para mim, um novo ciclo de vida, uma identidade construída a partir de uma profunda transformação pessoal, espiritual e artística. É sob esse nome que assino minhas obras, sou reconhecida em meu meio cultural e artístico e também no cotidiano, onde as pessoas naturalmente me chamam de Íris.
Desde muito cedo compreendi que minha forma de existir passaria inevitavelmente pela arte. Antes mesmo de escrever, eu já observava o mundo tentando compreender o invisível presente nas pessoas, nos sons e nas imagens.
Uma das primeiras lembranças da infância é observar fascinada a capa do disco Crime of the Century, da banda Supertramp, imaginando que aqueles músicos realmente viviam dentro das caixas de som. Pouco depois, encantava-me a voz de Roberta Flack e sua presença marcante. Ainda criança, percebia a arte como um mistério que precisava ser compreendido.
A escrita surgiu aos doze anos, durante uma aula de redação da professora Cristiane de Gusmão, no Centro de Ensino Moderno. O exercício consistia em escrever um poema. Nasceu ali A Vida e a Morte, minha primeira composição poética, profundamente influenciada pelo impacto que Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos, havia provocado em mim. Desde então, escrever deixou de ser apenas uma atividade escolar e tornou-se uma necessidade vital.
Escrevo porque penso intensamente. Porque as ideias se acumulam, pedem passagem e encontram na palavra escrita sua forma de existir. Escrevo diante da beleza e também diante do sofrimento humano. Escrevo para compreender o mundo sem perder a sensibilidade. A escrita nunca foi apenas literatura para mim; tornou-se um exercício permanente de consciência.
Ao longo da vida,...
Continuar leitura
Biografia – Scarlath Íris
Nasci em Teresópolis, Rio de Janeiro, em 2 de setembro de 1978. Registrada civilmente como Danielle Gervazoni Bastos, passei a utilizar o nome artístico e social Scarlath Íris após ser rebatizada por minha mentora espiritual. Esse nome representa, para mim, um novo ciclo de vida, uma identidade construída a partir de uma profunda transformação pessoal, espiritual e artística. É sob esse nome que assino minhas obras, sou reconhecida em meu meio cultural e artístico e também no cotidiano, onde as pessoas naturalmente me chamam de Íris.
Desde muito cedo compreendi que minha forma de existir passaria inevitavelmente pela arte. Antes mesmo de escrever, eu já observava o mundo tentando compreender o invisível presente nas pessoas, nos sons e nas imagens.
Uma das primeiras lembranças da infância é observar fascinada a capa do disco Crime of the Century, da banda Supertramp, imaginando que aqueles músicos realmente viviam dentro das caixas de som. Pouco depois, encantava-me a voz de Roberta Flack e sua presença marcante. Ainda criança, percebia a arte como um mistério que precisava ser compreendido.
A escrita surgiu aos doze anos, durante uma aula de redação da professora Cristiane de Gusmão, no Centro de Ensino Moderno. O exercício consistia em escrever um poema. Nasceu ali A Vida e a Morte, minha primeira composição poética, profundamente influenciada pelo impacto que Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos, havia provocado em mim. Desde então, escrever deixou de ser apenas uma atividade escolar e tornou-se uma necessidade vital.
Escrevo porque penso intensamente. Porque as ideias se acumulam, pedem passagem e encontram na palavra escrita sua forma de existir. Escrevo diante da beleza e também diante do sofrimento humano. Escrevo para compreender o mundo sem perder a sensibilidade. A escrita nunca foi apenas literatura para mim; tornou-se um exercício permanente de consciência.
Ao longo da vida, ampliei minha atuação artística para diversas linguagens. Escrevi poemas, romances, peças de teatro e canções. Atuei no teatro amador, estudei locução, desenvolvi trabalhos em artes gráficas, pintura, música, design e arquitetura. Também me dediquei ao estudo da astrologia, da numerologia e da cartomancia, sempre movida pela curiosidade em compreender diferentes formas de linguagem e percepção da realidade.
Sou graduada em Design de Interiores e logo estarei formada també em Arquitetura e Urbanismo. Para mim, projetar espaços possui a mesma essência de escrever poemas: ambos procuram traduzir emoções, acolher pessoas e transformar ambientes em experiências humanas.
Minha produção literária atualmente um acervo de 872 páginas registradas na Biblioteca Nacional, além de outras em desenvolvimento. Entre as publicações artesanais estão O Muro (2005) e Reticente (2015). Nunca altero um texto depois de concluído. Acredito que cada obra registra fielmente o instante em que nasceu, preservando a verdade daquele momento criativo.
Recebi alguns reconhecimentos ao longo do percurso, entre eles o primeiro lugar no concurso do Elos Clube, em 1996, com o poema Brasileiros Somos Ainda!, homenagem a Carlos Drummond de Andrade. Também fui bicampeã do Festival PoÊterÊ UNIFESO – Pró Arte, com Menina Teresa (2018), homenagem à cidade de Teresópolis, e Arte de Rua! (2019), inspirado em Caetano Veloso, Gilberto Gil e Camila Kasmin.
Em 2020 passei a ocupar a cadeira nº 14 da Academia de Letras do Brasil – Seccional Teresópolis. Em dezembro de 2020 tive minha obra literária imortalizada. Durante a pandemia, fundei o grupo cultural Gotas Poéticas, reunindo artistas de diferentes estados brasileiros para manter viva a produção artística em um período em que tantas vozes corriam o risco de silenciar.
Desde 2019 atuo como Diretora de Comunicação Social da Oficina de Poesia e Criação, incentivando a produção cultural e a valorização da literatura contemporânea.
Em 17 de agosto de 2023 fundei a Academia de Letras do Brasil – Barra Bonita e Igaraçu do Tietê, assumindo sua presidência. Em 30 de maio de 2026 participei também da fundação da Academia de Letras de Botucatu, ocupando a cadeira nº 3, ocasião em que recebi o título honorífico de Doutora Honoris Causa concedido pela Academia de Letras do Brasil.
Ao longo da minha trajetória compreendi que criar também significa abrir caminhos para que outras pessoas possam criar. Por isso, além de escrever e compor, dedico parte da minha vida ao fortalecimento de projetos culturais, acreditando que a arte cresce quando é compartilhada.
Minha produção musical é compartilhada no YouTube, onde transformo poemas em canções autorais. A música, para mim, é uma continuação natural da poesia. Muitas composições nasceram durante caminhadas, observando pessoas, paisagens e acontecimentos aparentemente simples, revelando que a inspiração costuma habitar o cotidiano.
Sou mãe de dois filhos e avó de dois meninos que enchem minha vida de alegria e renovam diariamente minha esperança no futuro. Desde novembro de 2006 tenho um relacionamento sólido com Wil, construímos uma história de companheirismo e transformações. Nossa trajetória foi marcada por mudanças de cidade e novos caminhos, experiências que também alimentam meu olhar sobre o mundo e minha escrita e a arte em geral.
Acredito que o maior papel da arte seja preservar aquilo que o tempo insiste em apagar: a memória, a sensibilidade, a capacidade de escutar e de questionar. Em uma época marcada pela velocidade e pela superficialidade, continuo escrevendo para lembrar que ainda somos capazes de sentir profundamente.
Costumo dizer que, quando um filho nasce, ninguém o leva ao esteticista para que se torne mais bonito. Com minhas obras acontece o mesmo. Não costumo modificar os meus trabralhos depois de prontas, mas pode acontecer de levar anos para concluir um trabalho, assim como posso concluir em minutos. Cada poema, música, desenho ou projeto permanece exatamente como nasceu, porque carrega consigo a verdade daquele instante. É essa autenticidade que desejo deixar como legado.
Mais do que reunir títulos, publicações ou reconhecimentos, minha trajetória é a de alguém que encontrou na arte uma forma de existir, compreender o mundo e permanecer humana.
Recolher