Uma Paixão Chamada Escotismo - Minha Historia no Escotismo em Franca SP
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Parte 1
Minha historia começa graças a duas pessoas que se conheceram e além de se amarem e serem companheiros por + 50 anos, me deram todo apoio e incentivo na minha vida. É difícil começar uma historia sem falar de suas origens...No dia 18 de Maio de 1957 meus pais Valeriano Vercellotti e Terezinha da Luz se casaram na Igreja da Ordem 3 ª do Carmo em Recife - Pernambuco as 18:00 hs. meu pai um químico imigrante italiano oriundo da região de Torino,veio para o Brasil tentar a sorte depois da terrível 2ª Guerra Mundial.Chegando em São Paulo onde tinha um tio ( Mario Vercellotti )por parte do meu avó ( Germano Vercellotti ).
Em uma época em que os profissionais eram escassos não foi difícil arrumar trabalho, mesmo sendo um imigrante de um país inimigo a alguns anos atrás. Mais a visão empresarial de muitos surge oportunidades para pessoas pela sua capacidade e não por acontecimentos que muitos de nós não pedimos para participar.
Bem a empresa era Quimbrasil grande empresa química da época no ramo de defensivos e produtos para area têxtil deu uma oportunidade ao jovem químico que agarrou com unhas e dentes. Graças a seu conhecimento na organização de laboratórios de analises e desenvolvimento realizou um trabalho que a empresa em seu plano de expansão o enviou ao Nordeste para a montagem da nova filial.
Depois de quase três meses estruturando a nova empresa e preste a voltar a São Paulo,confidenciou a um colega de trabalho que tinha gostado do local e que seu sonho era casar com um mulher do Norte do Brasil. Na Itália é muito comum o casamento regionalizado pois ainda existe uma rixa entre as regiões, como ele era do Norte da Itália, nada mais justo esse casamento. Esse amigo também era amigo da minha mãe e da família dos meus avós, no ultimo dia na cidade,pois embarcava de volta para São Paulo em um voo a noite, esse amigo falou...
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Uma Paixão Chamada Escotismo - Minha Historia no Escotismo em Franca SP
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Parte 1
Minha historia começa graças a duas pessoas que se conheceram e além de se amarem e serem companheiros por + 50 anos, me deram todo apoio e incentivo na minha vida. É difícil começar uma historia sem falar de suas origens...No dia 18 de Maio de 1957 meus pais Valeriano Vercellotti e Terezinha da Luz se casaram na Igreja da Ordem 3 ª do Carmo em Recife - Pernambuco as 18:00 hs. meu pai um químico imigrante italiano oriundo da região de Torino,veio para o Brasil tentar a sorte depois da terrível 2ª Guerra Mundial.Chegando em São Paulo onde tinha um tio ( Mario Vercellotti )por parte do meu avó ( Germano Vercellotti ).
Em uma época em que os profissionais eram escassos não foi difícil arrumar trabalho, mesmo sendo um imigrante de um país inimigo a alguns anos atrás. Mais a visão empresarial de muitos surge oportunidades para pessoas pela sua capacidade e não por acontecimentos que muitos de nós não pedimos para participar.
Bem a empresa era Quimbrasil grande empresa química da época no ramo de defensivos e produtos para area têxtil deu uma oportunidade ao jovem químico que agarrou com unhas e dentes. Graças a seu conhecimento na organização de laboratórios de analises e desenvolvimento realizou um trabalho que a empresa em seu plano de expansão o enviou ao Nordeste para a montagem da nova filial.
Depois de quase três meses estruturando a nova empresa e preste a voltar a São Paulo,confidenciou a um colega de trabalho que tinha gostado do local e que seu sonho era casar com um mulher do Norte do Brasil. Na Itália é muito comum o casamento regionalizado pois ainda existe uma rixa entre as regiões, como ele era do Norte da Itália, nada mais justo esse casamento. Esse amigo também era amigo da minha mãe e da família dos meus avós, no ultimo dia na cidade,pois embarcava de volta para São Paulo em um voo a noite, esse amigo falou com minha mãe e agendou para que os dois se conhecem no final do expediente, ela trabalhava nas Industrias Peixe que fabricava doces ao lado da nova empresa da Quimbrasil.
No final do expediente de ambos marcaram para se conhecerem na Praça Sergio Loreto uma pequena praça em frente a Quimbrasil e Peixe. Hoje perto da sede do Galo da Madrugada. Bem ambos se encontraram depois e conversarem um pouco pois o tempo era curto ele voltou para São Paulo,mais manteve uma correspondência por postais durante um ano. Após uma verificação dos antecedentes feito pelo meu avó paterno Diocenio da Luz junto a Curia Católica o namoro foi aprovado,a base das cartas e postais. Depois de um ano meu pai pediu para mudar para Recife e trabalhar na filial que ele tinha montado, após pedir a mão da minha mãe aos meu avós ambos se casaram meses depois.
Engraçado o destino meu pai um sobrevivente da Guerra onde presenciou a morte de amigos e a destruição da sua cidade,deixa seu pais para recomeçar avida do outro lado do mundo,seu plano original era Austrália, mais mudou de ideia na ultima hora,minha mãe nasceu na cidade de Vitoria de Santo Antão sertão nordestino,de uma família de um irmão e sete irmãs, meu avó chefe de linha férrea da Rede Ferroviária Federal, minha avó professora que deixou a profissão para cuidar dos filhos,minha mãe era escrituraria da Indústria Peixe onde trabalhou até poucos dias do meu nascimento.
Bem nasci no dia 13 de Novembro de 1958 na cidade do Recife as 04:00 hs da manhã em um parto normal. tive uma vida sem muitos amigos porque era tímido demais e minhas amídalas faziam eu ter crises constantes com muita febre alta etc. nunca tive condições físicas seguras de enfrentar uma sala cirúrgica, os médicos sempre falavam quando crescer desaparece, aconselhou meus pais a me levarem na praia sempre pela manhã porque o iodo ajudava. Mudamos para uma casa que meu pai foi construindo aos poucos durante minha infância,era grande, tinha três grandes quartos, o meu cabia meu autorama ( carrinhos tipo daquele do piloto Chico Lande ) montado em uma plataforma , uma grande piscina que durante o período de chuva ficou cheia sem a instalação das bombas,só os sapos a usaram,rsrsrsrsrs, minha vida se resumia a casa da minha avó porque ficava lá junto dos meus primos enquanto nossos pais trabalhavam, meu pai montou um laboratório completo ao lado da garagem de casa, onde me incentivou meus primeiros passos no ramo químico, brincava com meus únicos amigos Hainz,Paulo e Rosimeire Richet, filhos de uma grande amigos dos meus pais Dona Juliana e Paulo Richet,além dos meus primos.
Mudei para São Paulo por opção de trabalho do meu pai,moramos inicialmente na Rua Nestor Pestana no centro de São Paulo em um período conturbado em 1968,mais mudamos para o bairro da Saúde próximo ao Monumento do Ipiranga, de casa deu para ver o cortejo da rainha Elizabeth, estudei na Escola Estadual do Ipiranga próximo de casa,estava no quarto ano do primário,mais a professora e diretora acreditando que o nível educacional do Nordeste era muito atrasado me fez voltar para o 1 º ano do primário, foi bom porque minha notas sempre eram bem acima da media e reforçou meus conhecimentos,mudamos de novo para a Rua Dom Pedro II próximo a empresa que meu pai iria trabalhar a Ciba - Geigy, que o tinha contratado para ser o colorista chefe de desenvolvimento de anilinas para as industrias têxtil e couro. fiz meu ginásio na Escola Estadual de 1º e 2º Grau \\\\\\\" Profa Leonina Santos Fortes \\\\\\\" em pouco tempo mudamos novamente para a Rua Princesa isabel e depois para uma residencia própria a Rua Bacaetava próximo a ponte do Morumbi,vi as fundações e inicio do Shopping Morumbi da janela do meu quarto, nesse período estudava na Escola Técnica Oswaldo Cruz fazendo Química analítica, curso colegial técnico, sem amigos,baladas,etc ocupava meu tempo nos estudos e minha unica diversão era ir ao Estadio Cicero Pompeu de Toledo onde assisti meu primeiro jogo de futebol entre São Paulo e Peñarol do Uruguai, tive a satisfação de assistir grandes jogos e ver independente do time grandes jogadores,Rivelino ( tinha posto de gasolina na esquina de casa, pessoa fantástica ) Pedro Rocha, Ademir da Guia,Pelé,Gerson,Zé Maria entre tantos...em uma época que não havia rivalidade,podia ir e voltar do Estadio sem medo de assalto ou ser morto por torcida. Tinha uma vida caseira,sempre ajudando meus pais em casa e estudando. Por questão de saúde da minha mãe devido aos clima louco de São Paulo,meu pai aceitou um convite de um amigo e mudamos para Franca interior de São Paulo em 1975. Ele iria trabalhar no Curtume Progresso do Grupo Samello,local do meu primeiro emprego, na época estava quase com 18 anos época do alistamento militar. Mudamos na ultima semana do meu alistamento.
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