Eu tinha um gato chamado Jimmy. Era um felino grande, forte e parecia que ia viver muitos e muitos anos. E viveu. Quando ele foi adotado, foi por iniciativa da minha irmã, quando fazíamos aulas de reforço na casa de um casal.
A gata deles teve uma cria enorme, e minha irmã pediu à nossa mãe para termos um gatinho. Inicialmente, ele não foi a primeira escolha, porque estávamos interessados em um gatinho preto, mas como ele foi retirado muito cedo da mãe, tivemos que devolvê-lo. Um tempo depois, esse gatinho foi adotado por outra família e optamos por pegar outro: um gato rajado, caramelo, marrom e preto.
Um tempo depois, minha irmã saiu de casa e fiquei com a responsabilidade de cuidar dele e de uma outra gata que tínhamos. Essa gata morreu algum tempo depois; ficamos só com ele por um período e, posteriormente, adotamos a Julie, a gata que está comigo até hoje. Ela tem oito anos.
Quando fui morar sozinho, levei os dois comigo. Jimmy já vinha apresentando problemas com vômito, o que achávamos ser "comer demais". Fiz um convênio médico-veterinário para os dois e fui atrás de descobrir o que estava acontecendo. Resultado: os rins dele já não estavam tão bem quanto antes.
Sim, eu pulei muita coisa - nessa fase ele já estava com 13 anos.
A veterinária me explicou que a única coisa que poderíamos fazer era o tratamento paliativo. Eu não tinha familiaridade com aquela palavra, mas entendi que só teria mais algum tempo com ele. Depois disso, foram seis meses dando soro no veterinário e em casa, vendo-o partir pouco a pouco.
Seis meses depois, quando ele precisou ser internado, recebi uma ligação para comparecer ao hospital. Jimmy tinha morrido de madrugada devido a uma parada cardiorrespiratória. Vendo os vídeos que as médicas enviavam dele, eu já imaginava que não o veria mais pessoalmente.
Isso faz mais de um ano e é assunto na terapia até hoje. Choro quando falo dele - inclusive agora, enquanto escrevo. Mas tenho as...
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Eu tinha um gato chamado Jimmy. Era um felino grande, forte e parecia que ia viver muitos e muitos anos. E viveu. Quando ele foi adotado, foi por iniciativa da minha irmã, quando fazíamos aulas de reforço na casa de um casal.
A gata deles teve uma cria enorme, e minha irmã pediu à nossa mãe para termos um gatinho. Inicialmente, ele não foi a primeira escolha, porque estávamos interessados em um gatinho preto, mas como ele foi retirado muito cedo da mãe, tivemos que devolvê-lo. Um tempo depois, esse gatinho foi adotado por outra família e optamos por pegar outro: um gato rajado, caramelo, marrom e preto.
Um tempo depois, minha irmã saiu de casa e fiquei com a responsabilidade de cuidar dele e de uma outra gata que tínhamos. Essa gata morreu algum tempo depois; ficamos só com ele por um período e, posteriormente, adotamos a Julie, a gata que está comigo até hoje. Ela tem oito anos.
Quando fui morar sozinho, levei os dois comigo. Jimmy já vinha apresentando problemas com vômito, o que achávamos ser "comer demais". Fiz um convênio médico-veterinário para os dois e fui atrás de descobrir o que estava acontecendo. Resultado: os rins dele já não estavam tão bem quanto antes.
Sim, eu pulei muita coisa - nessa fase ele já estava com 13 anos.
A veterinária me explicou que a única coisa que poderíamos fazer era o tratamento paliativo. Eu não tinha familiaridade com aquela palavra, mas entendi que só teria mais algum tempo com ele. Depois disso, foram seis meses dando soro no veterinário e em casa, vendo-o partir pouco a pouco.
Seis meses depois, quando ele precisou ser internado, recebi uma ligação para comparecer ao hospital. Jimmy tinha morrido de madrugada devido a uma parada cardiorrespiratória. Vendo os vídeos que as médicas enviavam dele, eu já imaginava que não o veria mais pessoalmente.
Isso faz mais de um ano e é assunto na terapia até hoje. Choro quando falo dele - inclusive agora, enquanto escrevo. Mas tenho as melhores memórias dele. Era um gato muito forte, gordinho e comia demais. Era um amigo inseparável.
O mais difícil no dia da morte dele foi ter que assinar a papelada no hospital e ir trabalhar como se nada tivesse acontecido. Quando um parente nosso morre, temos o tempo de luto. Para os pets, também deveríamos ter.
Hoje continuo com o mesmo cuidado e amor com a Julie, que está entrando na fase da velhice. Vou aproveitar o máximo possível.
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