Meu nome é Tatiele Moura. Compartilho esta história porque ela marcou profundamente a minha vida e transformou a forma como compreendo a importância do respeito aos direitos das mulheres e da humanização no atendimento à saúde.
Uma situação que marcou profundamente a minha vida foi a violência obstétrica sofrida por minha prima, Janaína. Ao chegar à maternidade, ela esperava receber um atendimento acolhedor, seguro e respeitoso. No entanto, viveu uma experiência extremamente difícil, que colocou em risco não apenas a sua vida, mas também a de seu bebê.
Durante o atendimento, ela foi submetida a procedimentos que, na percepção da minha família, não respeitaram sua vontade nem sua autonomia, tornando o trabalho de parto uma experiência traumática. Foram momentos de grande medo e angústia, pois tanto ela quanto o bebê correram sérios riscos de vida.
Vivenciar essa situação me fez compreender a importância de um atendimento humanizado e do respeito aos direitos das gestantes. Essa experiência ficou profundamente marcada em minha memória e despertou em mim uma reflexão sobre a necessidade de que os profissionais de saúde atuem com ética, empatia, respeito e compromisso com a autonomia das pacientes.
Toda mulher tem o direito de ser informada sobre os procedimentos realizados, de participar das decisões relacionadas ao seu parto e de receber uma assistência segura, digna e respeitosa.
Essa vivência reforçou, para mim, a importância de conhecer e defender os direitos das pessoas na área da saúde, para que situações semelhantes sejam prevenidas e para que outras famílias não precisem passar pelo mesmo sofrimento.