Projeto: Memória da Petrobras
Depoimento de Ralph Sales
Entrevistado por Moacir Maia
Vitória, 25/11/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista CBES010
Transcrito por: Maria Luiza Pereira
P/1 – Boa dia.
R – Bom dia.
P/1 – Gostaria de começar a entrevista perguntando o seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Meu nome é Ralph Gabriel Henrique Sales, nasci em Campos dos Goytacazes, Rio e Janeiro, em 30/07/47.
P/1 – Gostaria de começar perguntando para o senhor...
R – É... entrei na Petrobras em 76, no ano de 76, onde me encontro na ativa até hoje.
P/1 – E aí eu queria que o senhor contasse para a gente um pouquinho aí, como foi esse ingresso na Empresa?
R – Olha, eu fui admitido em... fiz o concurso em Campos dos Goytacazes, objetivado a Macaé, Rio de Janeiro também. Mas, após admissão eu fui fazer um estágio em São Mateus, Espírito Santo e onde me encontro até hoje.(riso)
P/1 – Queria que o senhor falasse um pouquinho do seu trabalho na Empresa.
R – O meu trabalho na... em 76 entrei na parte mecânica, fazendo serviço na manutenção de sonda de perfuração, a sonda 42 que atuava na área dos campos de produção de São Mateus, Espírito Santo e depois, futuramente, passei para a produção, atuando nas áreas de bomba, de motores diesel, bombas de cavidade progressivas e unidade de bombeio, onde me encontro nesse universo de manutenção até hoje.
P/1 – Teve alguma modificação das suas funções nesse período?
R – É, nesse período, é... eu entrei como auxiliar de manutenção, evoluí para mecânico, concurso interno, depois fui para contra-mestre, depois evoluí para... também concurso interno para mestre e atualmente sou técnico, assistente técnico de manutenção.
P/1 – Senhor Ralph, e nesse tempo todo de trabalho na Petrobras, qual é uma lembrança marcante que o senhor tenha?
R – A lembrança marcante é o seguinte: que eu, mesmo antes de entrar na Petrobras, eu sempre fui...
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Projeto: Memória da Petrobras
Depoimento de Ralph Sales
Entrevistado por Moacir Maia
Vitória, 25/11/2004
Realização Museu da Pessoa
Entrevista CBES010
Transcrito por: Maria Luiza Pereira
P/1 – Boa dia.
R – Bom dia.
P/1 – Gostaria de começar a entrevista perguntando o seu nome completo, local e data de nascimento.
R – Meu nome é Ralph Gabriel Henrique Sales, nasci em Campos dos Goytacazes, Rio e Janeiro, em 30/07/47.
P/1 – Gostaria de começar perguntando para o senhor...
R – É... entrei na Petrobras em 76, no ano de 76, onde me encontro na ativa até hoje.
P/1 – E aí eu queria que o senhor contasse para a gente um pouquinho aí, como foi esse ingresso na Empresa?
R – Olha, eu fui admitido em... fiz o concurso em Campos dos Goytacazes, objetivado a Macaé, Rio de Janeiro também. Mas, após admissão eu fui fazer um estágio em São Mateus, Espírito Santo e onde me encontro até hoje.(riso)
P/1 – Queria que o senhor falasse um pouquinho do seu trabalho na Empresa.
R – O meu trabalho na... em 76 entrei na parte mecânica, fazendo serviço na manutenção de sonda de perfuração, a sonda 42 que atuava na área dos campos de produção de São Mateus, Espírito Santo e depois, futuramente, passei para a produção, atuando nas áreas de bomba, de motores diesel, bombas de cavidade progressivas e unidade de bombeio, onde me encontro nesse universo de manutenção até hoje.
P/1 – Teve alguma modificação das suas funções nesse período?
R – É, nesse período, é... eu entrei como auxiliar de manutenção, evoluí para mecânico, concurso interno, depois fui para contra-mestre, depois evoluí para... também concurso interno para mestre e atualmente sou técnico, assistente técnico de manutenção.
P/1 – Senhor Ralph, e nesse tempo todo de trabalho na Petrobras, qual é uma lembrança marcante que o senhor tenha?
R – A lembrança marcante é o seguinte: que eu, mesmo antes de entrar na Petrobras, eu sempre fui uma pessoa voltada assim, para criar peças, modificar sistemas, né, aperfeiçoar condicionamentos operacionais. E, realmente, a Petrobras me deu essa oportunidade realmente incomparável de eu exercer, de desenvolver esse meu espírito de criatividade, é onde vários equipamentos eu criei dentro da Petrobras, inclusive alguns já estão até em outras áreas de produção, em outras regiões de produção, né, inclusive em processo, uns dez, mais ou menos, em processo de patente.
P/1 – E quais seriam esses equipamentos que o senhor criou?
R – Esses equipamentos são ligados a equipamentos de melhorias de condicionamento operacional das unidades de bombeio, bomba de cavidade progressiva, motor diesel e outros, né? São equipamentos na área de ... voltada para segurança e meio-ambiente também, entendeu, eu fui o criador do (Stafing Box Ecológico?) que minimiza o impacto ambiental no ato do processo de produção de petróleo, através da unidade de bombeio.
P/1 – Eu queria perguntar para o senhor também, o senhor tem alguma história interessante, engraçada nesse tempo todo de trabalho?
R – A história interessante que eu tenho, né, foi que eu trabalhei em uma das áreas operacionais e um dos seguranças da... nas áreas da Petrobras, em São Mateus, é toda permeada de eucaliptos, que era da antiga Vale do Rio Doce, né, que depois da privatização foi vendida essas áreas florestais e da área ______ e celulose. Aí, um dos guardas, né, eu estava prestando a manutenção numa unidade de bombeio, um dos guardas florestais ele estava com problemas com a mulher, né, era noite e a mulher com a parteira e a criança não nascia, né, com problema de nascimento ou de problema de parto, ele longe do hospital e graças a nossa presença, nós conseguimos mobilizar todo esforço, para levar essa senhora ao hospital e ela teve o parto... foi atendida a contento e eu fiquei muito feliz com isso, entendeu, e o início também do batismo de... da gente sempre procurar colaborar, né, com as populações próximas as áreas operacionais que depois isso foi a maximizado e passou a ser até uma política realmente bastante objetiva da Petrobras.
P/1 – E porque essa senhora morava longe do local, não entendi, aonde ela morava?
R – Ela morava, mais ou menos, uns 40 quilômetros do centro de São Mateus, na área rural, dentro de uma reserva de eucalipto.
P/1 – E era próximo aonde o pólo da Petro.
R – E era próximo aos poços de petróleo, onde eu estava fazendo a manutenção. O cidadão andou mais ou menos, uns dois quilômetros a pé e pediu socorro a gente. E passei a... o pitoresco é que essa criança, até hoje eu mantenho contato, com maior orgulho, né, de ter ajudado no seu nascimento, que caso a gente não socorresse poderia ocorrer uma coisa bastante desagradável.
P/1 – Ele não era funcionário da Empresa?
R – Ele não era funcionário da Empresa, era um guarda florestal da Aracruz.
P/1 – Queria também que o senhor contasse para a gente, como é o trabalho da Petrobras aqui no Espírito Santo, quais são as atividades principais?
R – É, a Petrobras aqui... uma das coisa também que marcou muito a minha vida de trabalho na Petrobras, foi que eu encontrei aqui um condicionamento nas áreas rurais, próximas aos poços de produção de petróleo, não tinha eletrificação, estradas péssimas, né, difícil acesso de comunicação. E com a entrada da Petrobras nesses locais, houve uma verdadeira revolução de qualidade de vida inclusive, porque propiciou a melhoria das estradas, chegou a eletrificação rural, muito antes dessa nova política agora do Governo Federal de implantar a... beneficiar as populações rurais com a eletrificação, então a Petrobras já tinha aberto essas frentes em São Mateus, no interior de São Mateus, porque a gente era obrigado a eletrificar os poços. Os poços tocados por motor diesel produziam ruídos, que nós considerávamos uma condição irregular. Então, a nossa política era efetuar uma eletrificação o mais rápido possível e na distribuição dessa eletrificação às populações locais eram beneficiadas.
P/1 – O senhor é filiado ao Sindicato, senhor Ralph?
R – Sou filiado ao Sindicato da Petrobras, com orgulho vim participar do Sindicato e inclusive no início da formação do Sindicato tinha duas correntes, né, antagônicas e realmente eu e um outro colega que ajudamos a socializar, harmonizar essas duas correntes, formando um bloco só, então, eu praticamente fui ______ do alicerce dessas... do Sindicato da Petrobras.
P/1 – Isso em São Mateus.
R – São Mateus.
P/1 – E quais são as principais conquistas, que o senhor acha, né, do Sindicato?
R – As principais conquistas do Sindicato é o seguinte: eu acho que ela tem uma visão é... o aperfeiçoamento da visão de objetivar a melhoria das condições dos trabalhadores, mas dentro de uma harmonia, né, de não querer exatamente acabar com a “galinha dos ovos de ouro” que é a Petrobras, né, quer dizer, é exatamente... todos nós amamos, ________do Sindicato, amamos a Petrobras ferrenhamente, mas, exatamente a gente tenta superar as turbulências, né, que vão acontecendo durante as condições operacionais, que faz parte da evolução humana.
P/1 – Como o senhor vê essa relação entre o Sindicato e a Empresa?
R – Eu vejo isso como uma relação bastante produtiva, apesar de certos antagonismos nos momentos dos dissídios, né, mas são duas correntes que sempre trabalham em conjunto para construir os valores da Petrobras e dos seus trabalhadores.
P/1 – Senhor Ralph, o senhor tem mais alguma história, alguma coisa que o Senhor queira contar, desejo?
R – Eu só desejo informar que eu tenho muito orgulho de participar da Petrobras e graças a ela eu saí exatamente um trabalhador... que eu era, eu sou descendente de pessoas que lidavam no setor rural, em Campos, na área canavieira e exatamente, graças a elas, eu tive um salto qualitativo de vida, ajudou a reconstruir a minha família, entendeu, e eu sou eternamente grato a essa Empresa.
P/1 – E o que o senhor acha de ter participado dessa entrevista, contribuído para o projeto Memória dos Trabalhadores da Petrobras?
R – Eu acho excelente idéia, entendeu, um evento bem significativo.
P/1 – Tá ok. Muito obrigado, senhor Ralph.
R – Obrigado.
(Fim da fita CBES010)
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