O setor de saúde no Brasil entra em 2026 em um momento de transformação, marcado por avanços regulatórios, investimentos e inovação tecnológica. Segundo análise de Wagner Augusto Portugal, diretor-executivo da Pró-Saúde, a regulamentação da Lei nº 14.874/2024 trouxe um novo marco para a pesquisa clínica no país, reduzindo prazos de avaliação e criando estruturas como o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa. A mudança tende a tornar o Brasil mais competitivo internacionalmente e ampliar o acesso da população a terapias inovadoras.
Wagner Augusto Portugal destaca também o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), estratégia que busca ampliar a produção nacional de medicamentos, vacinas e dispositivos médicos. Programas como as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo devem impulsionar investimentos e reduzir a dependência de importações, criando bases mais sólidas para a inovação e para a autonomia produtiva do país.
Ao mesmo tempo, o especialista ressalta que desafios importantes permanecem no centro do debate, como a judicialização da saúde, o financiamento do sistema e o acesso a medicamentos de alto custo. Para ele, a ampliação da pesquisa clínica, aliada ao uso crescente de tecnologia e ao fortalecimento da atenção primária, pode melhorar a eficiência do sistema. Ainda assim, o grande desafio será garantir que os avanços em inovação realmente se traduzam em melhorias concretas para a população e no fortalecimento do SUS.