2025 foi o ano que tive minha filha, uma menina muito esperta e saudável. Moro no Rio de Janeiro e de vez em quando a coloco em seu carrinho e dou um passeio pelo bairro. Eu nunca havia percebido o quão ruim é se locomover pelas ruas de onde moro: é buraco atrás de buraco, calçadas curtas e com carros estacionados bem no meio, dificultando o acesso. Isso me fez perceber o desafio que é para pessoas com cadeiras de rodas ou outros tipos de dificuldade de locomoção andarem por aqui. Minha filha em breve deixará de usar o carrinho e voltarei a andar tranquilamente pelo meu bairro, mas essa experiência me fez pensar o espaço urbano de outra forma. Circular pelas ruas é um direito, mas infelizmente as nossas cidades ainda precisam ser pensadas para que possam acolher todos, sem exceções.



