Meu Relato: O Impacto de uma Medida Protetiva Preventiva na Minha Vida como Pai
Este relato apresenta a minha perspectiva como cidadão e pai residente em Caxias do Sul (RS). Nele, descrevo o profundo impacto psicológico e social que sofri com a aplicação imediata de uma Medida Protetiva de Urgência, evidenciando como o sistema falha em nos ouvir no início do processo e como registros administrativos continuam prejudicando um homem inocente mesmo após o caso ser encerrado.
O Incidente Inicial
Há alguns anos — não me recordo a data exata —, fui até a residência da minha ex-companheira com o único objetivo de visitar minhas filhas. Inicialmente, o contato foi permitido e cheguei a pegar minha filha mais nova no colo. Contudo, o ambiente mudou completamente quando minha ex-sogra interveio de forma hostil, retirando a menina dos meus braços e começando a me ofender verbalmente.
Para evitar uma discussão na frente das crianças, decidi ir embora imediatamente. Após a minha saída, minha ex-mulher e a mãe dela acionaram a polícia e foram até a delegacia registrar uma ocorrência.
A Notificação e o Projeto H.O.R.A.
Pouco tempo depois, meu telefone tocou. Era o número da minha ex-mulher, mas quem falava era uma policial, afirmando que eu seria preso. Desliguei o telefone e, passados alguns dias, fui notificado por um Oficial de Justiça sobre uma Medida Protetiva de Urgência contra mim por uma suposta "ameaça" — algo que eu categoricamente nunca fiz.
Como condição dessa medida, fui obrigado pelo Juizado de Caxias do Sul a participar do Projeto H.O.R.A. (Homens, Orientação, Reflexão, Atendimento). Mesmo me sentindo profundamente injustiçado por não ter tido qualquer direito de defesa ou oportunidade de dar a minha versão antes da decisão do juiz, cumpri com a minha obrigação legal e compareci ao encontro.
O Desfecho e as Marcas no Sistema
No decorrer do processo, minha ex-companheira foi a juízo e retirou voluntariamente a...
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Meu Relato: O Impacto de uma Medida Protetiva Preventiva na Minha Vida como Pai
Este relato apresenta a minha perspectiva como cidadão e pai residente em Caxias do Sul (RS). Nele, descrevo o profundo impacto psicológico e social que sofri com a aplicação imediata de uma Medida Protetiva de Urgência, evidenciando como o sistema falha em nos ouvir no início do processo e como registros administrativos continuam prejudicando um homem inocente mesmo após o caso ser encerrado.
O Incidente Inicial
Há alguns anos — não me recordo a data exata —, fui até a residência da minha ex-companheira com o único objetivo de visitar minhas filhas. Inicialmente, o contato foi permitido e cheguei a pegar minha filha mais nova no colo. Contudo, o ambiente mudou completamente quando minha ex-sogra interveio de forma hostil, retirando a menina dos meus braços e começando a me ofender verbalmente.
Para evitar uma discussão na frente das crianças, decidi ir embora imediatamente. Após a minha saída, minha ex-mulher e a mãe dela acionaram a polícia e foram até a delegacia registrar uma ocorrência.
A Notificação e o Projeto H.O.R.A.
Pouco tempo depois, meu telefone tocou. Era o número da minha ex-mulher, mas quem falava era uma policial, afirmando que eu seria preso. Desliguei o telefone e, passados alguns dias, fui notificado por um Oficial de Justiça sobre uma Medida Protetiva de Urgência contra mim por uma suposta "ameaça" — algo que eu categoricamente nunca fiz.
Como condição dessa medida, fui obrigado pelo Juizado de Caxias do Sul a participar do Projeto H.O.R.A. (Homens, Orientação, Reflexão, Atendimento). Mesmo me sentindo profundamente injustiçado por não ter tido qualquer direito de defesa ou oportunidade de dar a minha versão antes da decisão do juiz, cumpri com a minha obrigação legal e compareci ao encontro.
O Desfecho e as Marcas no Sistema
No decorrer do processo, minha ex-companheira foi a juízo e retirou voluntariamente a queixa, o que extinguiu o procedimento e revogou a medida protetiva. Nunca houve um inquérito concluído, processo ou condenação contra mim.
Apesar de o caso ter sido formalmente encerrado pela desistência dela, até hoje enfrento as consequências desse registro. O Boletim de Ocorrência por ameaça continua constando no sistema interno de consultas da polícia. Já passei pelo constrangimento de ser parado em uma blitz de rotina e ver os policiais apontando essa acusação antiga no terminal deles, afetando diretamente a minha moral perante os agentes por algo que nunca cometi.
Conclusão
Escrevo este relato para registrar o quanto é doloroso ser alvo de medidas preventivas sem o direito básico de ser ouvido antes. É um alerta sobre como a burocracia do sistema pode marcar a reputação e a dignidade de um pai de família, mesmo depois de provada a sua total inocência e o arquivamento do caso.
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