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Por: Angelo Brás Fernandes Callou, 27 de janeiro de 2026

Medeia 2026

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Medeia 2026

Medeia 2026

Por Angelo Brás Fernandes Callou

(Para Andrade Modesto, in memoriam)

Numa época marcada pela hostilidade à ciência, à educação, às artes, pela breguice geral, pela vulgaridade, pelo narcisismo exacerbado e pela negação do outro e, sobretudo, pelos índices alarmantes e crescentes de feminicídio, nos exige um refúgio incessante como forma de resistência e sobrevivência. É em contextos como esse que a reflexão de Italo Calvino em Por que ler os clássicos se torna relevante, ao sugerir que as obras clássicas são trilhas permanentemente abertas à compreensão profunda da condição humana.

A literatura clássica, diz esse escritor italiano, em uma de suas 14 definições, “persiste como rumor mesmo onde predomina a atualidade mais incompatível”. Essa literatura, como também observa Harold Bloom em Como e por que ler, oferece possibilidades de percepções nunca antes imaginadas, que nos ensinam a suportar os acontecimentos imprevisíveis e inexoráveis que ocorrem ao longo da vida de uma pessoa.

Mas há também outro caminho diante da aridez desértica e violenta do cotidiano atual: o refúgio da arte, na compreensão de Ailton Krenak, como já mencionei neste blog. Ou seja, um lugar de compartilhamento da experiência humana, tanto para quem cria a arte quanto para quem a experimenta, por meio de emoções, admiração e indignação.

Todas essas percepções vieram à tona quando escutei o lançamento do single Medeia, de Múcio Callou: uma interpretação musical de um recorte da tragédia grega escrita por Eurípides em 431 a.C.

Baseada em um mito da mitologia da Grécia antiga, a Medeia de Eurípedes trata da condição de uma mulher traída e abandonada com seus dois filhos pelo marido Jasão, para se casar com Glauce, filha do rei Creonte de Corinto. Medeia havia traído seu pai e sua pátria para se casar com Jasão. Com o advento das núpcias do seu ex-marido, Medeia é vilipendiada e sofre as...

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Palavras-chave: medeia, música

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