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Introdução: O Teatro de Máscaras

Tudo começou no Carnaval, onde o tempo é uma suspensão da realidade e as identidades são fluidas como o álcool e o suor da avenida. Naquele baile do passado, eu não era um homem comum, mas um dos mil palhaços que esbanjavam uma alegria artificial entre arlequins e colombinas. Sob o disfarce de pirata, com um tapa-olho colorido, eu buscava algo que nem sabia ter perdido.

Quando nossos caminhos se cruzaram, a lógica deu lugar à vertigem; juramos uma vida inteira em uma única noite de folia.

Eu a tratei como rainha, oferecendo meu coração sem medidas, acreditando piamente na fusão de nossas almas.

Foi a construção da minha maior ilusão: a crença de que um amor nascido entre confetes poderia sobreviver à quarta-feira de cinzas.

Ilusões

O Carnaval sempre foi o palco das alegrias plásticas, mas naquele ano, a avenida parecia mais lotada de mentiras do que de costume. Eu era apenas mais um dos mil palhaços que esbanjavam uma felicidade pintada, um arlequim perdido na multidão barulhenta, procurando, sem saber, por uma colombina que desse sentido ao meu caos. Sob a cara de palhaço, o que havia era um vazio que a música alta não conseguia preencher.

Foi então que o destino me apresentou a você.

Naquela noite, o mundo lógico desapareceu. Sob as luzes giratórias do clube, eu era um pirata, usando um tapa-olho colorido que me permitia enxergar apenas o que eu queria: você. Tratei-te como uma rainha desde o primeiro instante, entregando meu coração sem medidas, como se ele não me pertencesse mais.

Juramos, entre o confete e a serpentina, que ficaríamos juntos pela vida afora. Tudo parecia tão real, tão palpável. Você não me prometeu nada, nem precisava; o modo como nossas almas se fundiram naquela pista de dança parecia prometer o universo inteiro. Eu me apaixonei pela ideia de uma eternidade que, mal eu sabia, duraria apenas seis...

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