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Por: Museu da Pessoa, 1 de junho de 2026

Eu sempre busco meu novo horizonte.

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Eu sempre busco meu novo horizonte.

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Lata Velha

As coisas simplesmente acontecem ao meu redor, viu? Rapaz, um dia me ligaram dizendo que o Caio Blat e a Luísa Arraes iam gravar uma nova versão do Grande Sertão: Veredas lá em Sagarana e que precisavam de mim urgente para trabalhar como contrarregra. Eu tinha acabado de chegar da Bahia e o carro do meu irmão estava estragado, mas o Almir falou para eu alugar um carro e ir, então eu aluguei e fui parar lá no meio da produção!

Cheguei lá achando que ia ser contrarregra, e, em vez de ficar nos bastidores, me botaram no meio do mato catando cocô de vaca para limpar o pasto! E eu comecei a achar muito estranho, porque o Sandino estava limpando lá do meu lado, mas a câmera ignorava ele e ficava me filmando o tempo inteiro. No meio daquela faxina, pediram para eu levar uma água para os atores. O Caio Blat perguntou meu nome e eu respondi seco: "Fábio". Eles gravaram um pedaço e, do nada, a Luísa Arraes solta um: "Nossa, até o Fabão gostou". Pensei na hora: uai, como ela sabe o meu apelido se eu falei para eles que me chamava só Fábio?

Aí o negócio ficou mais esquisito ainda quando chegou perto de mim um moço que o pessoal da produção chamava de Guel. Pensei: uai, que pele mais feia do mundo! O sujeito estava todo disfarçado, de máscara, chapeuzinho, óculos e um bigodão, não dava para ver nada. Ele puxou assunto, perguntou se eu tinha feito o exame de Covid e se tinha tomado a vacina. Quando eu confirmei, ele disse: "Então não precisa de máscara não".

Quando ele tirou a máscara e os óculos, eu bati o olho na marca do rosto e matei a charada na hora: "Não é você, Huck?". Era o próprio Luciano Huck! Descobri ali no susto que o pessoal estava todo mentindo para mim; aquela encenação toda era uma armação gigante deles sem eu saber, só para levarem a nossa Kombi, que dava suporte no Caminho do Sertão, para o quadro Lata Velha!

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