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História
Personagem: Maria Salvadora
Por: Museu da Pessoa, 7 de setembro de 2012

Eu já acordo cantando

Esta história contém:

Eu já acordo cantando

Minha mãe teve cinco filhos, sendo que quatro homens, e eu sou a única menina. Nasci 16 anos depois, então eu sou temporão; super paparicada. Vivi numa fazenda em Cataguases e quando eu fiz cinco anos de idade minha mãe veio para o Rio de Janeiro, só comigo e com meus irmãos, e aqui eu deslanchei minha vida. Minha mãe é aquela pessoa que se chama de “mão de fada”, que cuidava de uma fazenda, cozinhava super bem, sabia fazer sabão, manteiga; muito afetuosa, muito carinhosa, mãezona...

Eu não herdei esse dom, sério! Depois ela resolveu vir pro Rio de Janeiro pra ter uma nova chance. Meu pai, pelo que minha mãe contou, era músico, daí essa coisa minha de gostar de cantar: Tem uma coisa musical grande dentro de mim. Sou aquela pessoa que se você me cutuca eu já acordo cantando. Já está no meu DNA. E meus irmãos tocavam violão, então eu sou uma criança que consegue cantar as músicas antigas da época áurea. E eu era coisa fofa, uma pitoca dentro de casa. Aquele bando de grandalhões que eram os meus irmãos, com uma diferença de 16 anos... Me protegeram muito. Fui criada como uma princesa, num mundo cor de rosa, cresci muito segura.

Eu fazia questão de estar sempre bonita, bem. Mesmo pequenininha eu era vaidosa demais. A nossa geração e a nossa raça traz muita coisa da África. Eu sei que meu avô foi curandeiro; a minha avó era índia, aquele cruzamento. Eu sei que a minha mãe tinha um conhecimento de Umbanda e depois ela meio que me encaminhou pela linha católica. E a minha mãe colocou na minha vida o seguinte: se você estudar você chega em algum lugar. Então eu tinha que estudar pra ser diferente de todo aquele universo ao meu redor. Mas eu tirava acima de nove no ano inteiro, e dois em comportamento, porque eu era um azougue. Qualquer tipo de ilê, bagunça, farra, eu estava envolvida.

Eu fiz Dança Contemporânea, fiz Ginástica Rítmica e quando eu saí da ginástica fui fazer Balé Clássico....

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Dados de acervo

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P/1 – Você prefere que te chame como?

R – É...Salvadora.

P/1 – Salvadora, você pode...

R – Ou Salvá.

P/1 – Salvá, você pode falar seu nome completo, seu local e data de nascimento?

R – Olha, eu sou a Maria Salvadora; eu nasci em Miracema vim pro Rio de Janeiro com cinco anos de idade e eu gosto de falar o seguinte: que eu tenho a idade dos personagens. Eu posso ser uma senhorinha, posso ser uma criança ou uma moleca, depende . Aí, eu deixo em aberto.

P/1 – Seus pais são da Bahia também?

R – Não: meus pais também são do estado do Rio. Assim, minha teve cinco filhos sendo que quatro homens e eu sou a única menina e eu nasci 16 anos depois, então eu sou aquela temporão; super paparicada, super bem cuidada. Vivi numa fazenda em Cataguases e depois quando eu fiz cinco anos de idade que a minha mãe veio para o Rio de Janeiro, só comigo e com meus irmãos e aqui que eu deslanchei minha vida.

P/1 – Mas onde que nasceu a sua mãe? Onde que nasceu seu pai?

R – A minha mãe nasceu em Santo Antônio de Pádua e meu pai também. Eles são, no caso, do estado do Rio porque ali não é Minas Gerais. No caso, a minha mãe é aquela pessoa que se chama de “mão de fada”, que meio que cuidava de uma fazenda, cozinhava super bem... Eu não herdei esse dom , sério! Minha mãe era aquela pessoa que sabia fazer sabão, manteiga; muito afetuosa, muito carinhosa, mãezona. Essa fazenda que eu depois vivi até os três anos de idade era a fazenda dos meus padrinhos, que a minha mãe também trabalhava lá. Aí, depois ela resolveu vir pro Rio de Janeiro pra ter uma nova vida, ter uma nova chance, entendeu?

P/1 – E o quê que eles faziam: seu pai a, a sua mãe?

R – Meu pai, pelo o que minha me contou, era músico, daí essa coisa minha de gostar de cantar (cantando): “Eu tenho uma casinha lá no morro, na Marambaia”, entendeu? Tem uma coisa musical muito grande dentro de mim. Eu sou aquela pessoa que se você me cutuca eu...

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