Ekexali Makwana Holi - Primeira menstruação
Koweiro nasceu e teve seu primeiro nome escolhido pelo avô. Seu nome significa "a esposa da onça". Foi com o dinheiro da aposentadoria do avô que comeram comida de branco pela primeira vez. Ela nasceu na aldeia Matokodakwa. Quando nasceu, a avó escolheu o nome dela, Koweiro Ixininero, que significa "esposa da onça".
Na infância, ela consumia comida tradicional como batata-doce, cará, cogumelo e formiga tanajura. Seus avós a levavam até a roça de mandioca para se alimentar também do peixe que pegavam através das armadilhas feitas com buriti no rio.
Ela cresceu e, com uns 10 ou 12 anos, sua mãe começou a treiná-la para fazer saia e tornozeleira vermelha. Ela, ao tentar sozinha, acabou errando por não ter experiência; então, sua tia passou a ensiná-la.
Quando cresceu, estava dormindo junto com sua irmã, e elas acabaram brigando. Sua irmã a empurrou, e ela se queimou no fogo. Deram a ela um peixe que não tinha passado pelo benzedor e que não estava no ponto de ser comido; por isso, todo o seu cabelo caiu.
Quando ela menstruou pela primeira vez, seu outro avô, um assoprador rezador, ajudou a preparar chica e beiju. Ele disse: "Quando você menstruar pela primeira vez, eu posso soprar você." Porém, depois do primeiro sopro, seu avô faleceu. Ela não presenciou, pois ficou dentro do quarto em resguardo. Foi preciso vir outro assoprador e benzedor, que também era seu avô, para fechar o seu resguardo. Tudo é feito à base de troca; seu pai ajudou nisso. Após ser liberada do quarto, ela não podia comer vários alimentos: peixe, mandioca, caldo de mandioca. Ela podia comer pouquíssimos alimentos, como batata-doce, e tudo precisava ser soprado pelo rezador. Caso ela comesse algo que não tivesse sido rezado, poderia adoecer seriamente. Há pessoas que não podem tocá-la. Se ela tocasse na mandioca sem o sopro do rezador, quando fosse dormir, o corpo dela começaria a tremer; essas coisas só o...
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Ekexali Makwana Holi - Primeira menstruação
Koweiro nasceu e teve seu primeiro nome escolhido pelo avô. Seu nome significa "a esposa da onça". Foi com o dinheiro da aposentadoria do avô que comeram comida de branco pela primeira vez. Ela nasceu na aldeia Matokodakwa. Quando nasceu, a avó escolheu o nome dela, Koweiro Ixininero, que significa "esposa da onça".
Na infância, ela consumia comida tradicional como batata-doce, cará, cogumelo e formiga tanajura. Seus avós a levavam até a roça de mandioca para se alimentar também do peixe que pegavam através das armadilhas feitas com buriti no rio.
Ela cresceu e, com uns 10 ou 12 anos, sua mãe começou a treiná-la para fazer saia e tornozeleira vermelha. Ela, ao tentar sozinha, acabou errando por não ter experiência; então, sua tia passou a ensiná-la.
Quando cresceu, estava dormindo junto com sua irmã, e elas acabaram brigando. Sua irmã a empurrou, e ela se queimou no fogo. Deram a ela um peixe que não tinha passado pelo benzedor e que não estava no ponto de ser comido; por isso, todo o seu cabelo caiu.
Quando ela menstruou pela primeira vez, seu outro avô, um assoprador rezador, ajudou a preparar chica e beiju. Ele disse: "Quando você menstruar pela primeira vez, eu posso soprar você." Porém, depois do primeiro sopro, seu avô faleceu. Ela não presenciou, pois ficou dentro do quarto em resguardo. Foi preciso vir outro assoprador e benzedor, que também era seu avô, para fechar o seu resguardo. Tudo é feito à base de troca; seu pai ajudou nisso. Após ser liberada do quarto, ela não podia comer vários alimentos: peixe, mandioca, caldo de mandioca. Ela podia comer pouquíssimos alimentos, como batata-doce, e tudo precisava ser soprado pelo rezador. Caso ela comesse algo que não tivesse sido rezado, poderia adoecer seriamente. Há pessoas que não podem tocá-la. Se ela tocasse na mandioca sem o sopro do rezador, quando fosse dormir, o corpo dela começaria a tremer; essas coisas só o pajé consegue resolver. Ela cumpriu todo o resguardo. Na sua segunda menstruação, também é exigido um resguardo de uma semana dentro do quarto, porque existem muitos espíritos. Tudo é feito sob a orientação do howanatali.
Sobre a sua primeira tatuagem, algo muito importante: ela é feita com espinho de abacaxi, e foi a tia dela quem fez essa iniciação.
Quando estava com 18 anos, ela estava prometida para casar com um homem, pois já tinha escolhido o marido, porém ele casou com outra menina e acabou não casando com ela. Quando seu pai estava caçando no mato, conheceu um agricultor plantando mandioca. Gostou dele por ser trabalhador e o chamou para casar com sua filha. Então, pediu à sua esposa para fazer uma chicha para oferecer a ele e convidá-lo para casar. Seu pai contou ao irmão que havia escolhido o genro, porém entrou em conflito com o irmão, porque ele também queria esse homem como genro. Então, devido à concorrência, ele decidiu acelerar o processo de mandar chicha para ele e pediu ao seu tio que fosse buscar a rede dele e a instalasse em sua casa, como acontece na cultura Enawenê.
Após o casamento, mesmo com tanto envolvimento, ela não gostou do marido, pois não sabia namorar nem fazer amor com ele. Seu tio veio perguntar por que ela não gostava do marido e disse que, se ela quisesse, iriam tirar ele dela para casar com outra. Então, ela apanhava dos pais porque não gostava dele. Quando aprendeu a namorar, começaram a namorar todo dia, até que ela engravidou rapidamente.
Ela então mudou para uma nova aldeia e, aos poucos, foi conhecendo os materiais não indígenas, como linha, tesoura e celular; as coisas estavam diferentes.
Antigamente, era muito difícil encontrar seringa para fazer borracha para os acessórios usados na perna. Elas coletavam a seringa e a colocavam dentro da cabaça. Hoje em dia, facilitou a ida para buscar a seringueira. Ela é representante da comunicação das mulheres; já viajou nesse ativismo e já foi até o Araguaia.
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