Ekexali Eholaline Holi - Benzimentos de proteção
Yokwari contando a história do seu nascimento: ele nasceu na aldeia Halataikwa kiwixi akwanekwa. Quando ele nasceu, o avô dele faleceu. Por isso, a mãe dele sofreu muito por causa da morte da sua mãe. Minha mãe teve muita dificuldade para me adotar. Minha tia lhe dava remédio para ter sabedoria. Minha mãe chorava porque ficava emocionada com a morte da minha avó. O nome da mãe da minha mãe era Dalowalokwa. Sofremos bastante porque, no mesmo tempo em que você nasceu, seu avô também faleceu; por isso, toda a família estava lamentando. Esse era um remédio de criança.
Quando eu crescia, meu tio KAWALIKWA gostava muito de sair fora de casa comigo, mas meu avô não deixava. Meu avô disse a ele: "Primeiro, o soprador tem que soprar toda a área fora da aldeia; depois disso, a criança pode sair para qualquer lugar." E foi assim que meu avô disse. Meu avô me chamou de YOKWARI ANAOLILI ENAWENE; foi ele quem escolheu meu nome.
Quando ele cresceu, eles mudaram de aldeia. Ele tinha vários amigos; eles gostavam muito de brincar e roubavam as plantações de mandioca, batata-doce, cará e amendoim. Eles gostavam muito de ter uma roça própria. Por isso, aprendemos a fazer a roça. Não tínhamos machado, foice nem facão; era muito difícil ter uma roça própria. Roçávamos com as próprias mãos e caçávamos pássaros também. Quando eu estava quase virando jovem, experimentei a palhinha de buriti do meu pai enquanto ele caçava e pescava, porque eu estava com muita vergonha. Eu nunca caçava porque ainda não tinha a palhinha de buriti. Por isso, meu pai me reclamava: "Filho, você tem que caçar e pescar", meu pai dizia assim. Eu disse a ele: "Pai, eu não consigo ir caçar e pescar porque não tenho a palhinha de buriti; eu fico com muita vergonha de passar na frente das mulheres", eu disse a ele.
Quando eu e meus amigos crescíamos, enquanto isso, o avião sobrevoava em cima da aldeia e eles...
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Ekexali Eholaline Holi - Benzimentos de proteção
Yokwari contando a história do seu nascimento: ele nasceu na aldeia Halataikwa kiwixi akwanekwa. Quando ele nasceu, o avô dele faleceu. Por isso, a mãe dele sofreu muito por causa da morte da sua mãe. Minha mãe teve muita dificuldade para me adotar. Minha tia lhe dava remédio para ter sabedoria. Minha mãe chorava porque ficava emocionada com a morte da minha avó. O nome da mãe da minha mãe era Dalowalokwa. Sofremos bastante porque, no mesmo tempo em que você nasceu, seu avô também faleceu; por isso, toda a família estava lamentando. Esse era um remédio de criança.
Quando eu crescia, meu tio KAWALIKWA gostava muito de sair fora de casa comigo, mas meu avô não deixava. Meu avô disse a ele: "Primeiro, o soprador tem que soprar toda a área fora da aldeia; depois disso, a criança pode sair para qualquer lugar." E foi assim que meu avô disse. Meu avô me chamou de YOKWARI ANAOLILI ENAWENE; foi ele quem escolheu meu nome.
Quando ele cresceu, eles mudaram de aldeia. Ele tinha vários amigos; eles gostavam muito de brincar e roubavam as plantações de mandioca, batata-doce, cará e amendoim. Eles gostavam muito de ter uma roça própria. Por isso, aprendemos a fazer a roça. Não tínhamos machado, foice nem facão; era muito difícil ter uma roça própria. Roçávamos com as próprias mãos e caçávamos pássaros também. Quando eu estava quase virando jovem, experimentei a palhinha de buriti do meu pai enquanto ele caçava e pescava, porque eu estava com muita vergonha. Eu nunca caçava porque ainda não tinha a palhinha de buriti. Por isso, meu pai me reclamava: "Filho, você tem que caçar e pescar", meu pai dizia assim. Eu disse a ele: "Pai, eu não consigo ir caçar e pescar porque não tenho a palhinha de buriti; eu fico com muita vergonha de passar na frente das mulheres", eu disse a ele.
Quando eu e meus amigos crescíamos, enquanto isso, o avião sobrevoava em cima da aldeia e eles jogavam ferramentas: machado, facão e foice. Foi a primeira vez que conheceram os machados e as facas. Meu pai conseguiu pegar um facão bem afiado; ele não deixava eu usar aquele facão para que não quebrasse. Eu gostava muito de brincar com machado e facão, mas meu pai não deixava.
Mudança de aldeia: porque Xawalita e Dolilohi encontraram uma pessoa desconhecida no mato. Por isso, decidiram mudar para outra aldeia. Foi nessa aldeia que eu e meus amigos colocamos a palhinha de buriti.
Chegada do homem branco chamado KIWIXI. O KIWIXI trazia muitas ferramentas: machados, facões e facãozinhos. Eu escondia um facãozinho para brincar com ele também. Roçávamos muito e cortávamos as árvores com aqueles machados; melhoramos um pouco também. Quando os homens brancos chegaram, ficamos muito impressionados com os chapéus e as barbas deles. Os outros Enawenê, chamado HALITAXI, era muito guerreiro e não estava lá na aldeia. Por isso, quando eles voltaram para a aldeia, os Enawenê avisaram para ele. Eles diziam: "Se eu estivesse aqui, mataria todos eles, porque os homens brancos vão matar todo mundo; eles trazem muitas doenças para a aldeia também, e isso vai acabar com a gente." Foi assim que eles diziam para eles. Nós sabíamos também quem são os homens brancos; achávamos que eles não eram humanos também. Eles ficaram muito felizes com as ferramentas que os homens brancos traziam. Por isso, decidiram fazer a maior roça para ter bastante alimento. A primeira vez que TIOLOKO pegou um machado, o irmão dele queria cortar aquele machado, mas ele não deixou; eles falaram que os homens brancos estão vindo com os machados, foi assim que disseram para ele. Naquela época, havia uma pedra chamada WALIHA. Dentro da WALIHA havia uma lâmina muito afiada, como um facãozinho, para fazermos as flechas.
Casamento: eu tinha casado, mas não tinha filhos. Eu ficava muito tempo com KIOXI; ele ainda não aprendia a nossa língua. Só que nos ensinavam a pescar com linha de pesca. Por isso, eles foram experimentar e pegaram muitos peixes; gostaram muito da pesca. O KIOXI era muito inteligente; ele organizava muito as coisas também. Nós não gostávamos do cheiro das roupas e camisas; também não estávamos acostumados a usar chinelo.
Nessa aldeia, eu tive meu primeiro filho. Estávamos fazendo uma roça de milho lá na roça MAKENEKWA. Enquanto isso, meu primeiro filho nasceu lá. Eu avisei meu pai. Por isso, meu pai me orientou muito: "Filho, não caça; fica só aqui primeiro. Eu tenho que soprar todas as coisas para você; depois disso, você pode sair para qualquer lugar." Meu pai soprou muitas coisas para nós; fez uma raiz de erva (MEKALI) para que meu filho ficasse forte, não chorasse e não pegasse doenças. Meu pai colocou o nome dele de MAKAKORALI ENAWENE. Era preciso soprar cará, batata-doce e milho; meu pai soprou tudo isso para nós e para o bebê. Quando tudo ficou pronto, decidi voltar para a aldeia. Meu pai dizia: "Primeiro, tem que soprar todo o caminho, as árvores e o rio", meu pai dizia. Por isso, voltamos bem cedo. Meu pai fez um arco pequeno. Quando chegamos à beira do rio, meu pai deixou um arco pequeno para soprar o rio: ERIROLO, DALOWALO, TALIKOLI e TALIKOLISE. Ele fazia tudo isso quando chegava à beira do rio. Dormimos um dia no caminho. Quando chegamos à aldeia, meu pai soprou toda a roça de mandioca, as casas, o interior das casas, o pátio da aldeia, os rituais e as flautas. O soprador soprou tudo para nós; ele soprou o cogumelo para minha esposa também. Quando eu pescava, o soprador soprava todos os peixes: matrinxã, piau, pacu, trairão, pintado e todos os peixes. "Por que para não ter sarna em você e em seu filho", o soprador dizia. "Não corte as árvores sem sopro também, porque se você corta as árvores sem sopro, você passa mal."
Naquela época, só a mandioca tinha o látex. Uma menina chamada YALOWANERO arrancou o pé de mandioca e gritou de dor porque saiu muito látex. Por isso, as árvores chamadas OLO, WALISE, OLOLOWALA e ENEHI WAHOWADAHI pegavam o látex da mandioca; por isso, elas também gritavam.
Como ele aprendeu os cantos e se tornou cantador: meu pai me ensinava e orientava, mas eu não conseguia aprender porque estudava à noite e durante o dia inteiro; eu ficava muito cansado e com preguiça também. Meu pai dizia: "Você tem que ouvir os cantos; isso é muito importante para nós. Você tem que aprender isso; se você não aprender, vai sofrer quando eu morrer, vai sentir minha falta. Eu queria que você fosse igual a mim", meu pai dizia. Por isso, agora eu sou cantador e soprador; ele me ensinou tudo isso.
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