Minha lembrança favorita dos Natais era quando criança formávamos uma família muito grande e éramos muito pobre, mas, por sermos socorridos da Sociedade São Vicente de Paulo, aguardávamos curiosos a chegada dos vicentinos trazendo uma cesta básica, carrinhos feitos pelas crianças do apreandizado e bebês para as meninas. Ao alcançar a idade adulto mesmo trabalhando como Bóia Fria nos optamos por sermos confrades e consócias e fundamos em Piumhi com os primos a Conferência São Sebastião, partimos para apoiar aquelas e aqueles que estavam em pior situação que nós. Continuando os estudos formei em Matemática e Ciências e fui trabalhar em São Roque de Minas, fundando lá a Conferência Vicentina de Jovens( São Geraldo) e o Coral São Geraldo para a Igreja Matriz. Depois de fazermos uma pesquisa de Campo concluimos a necessidade de criarmos o Natal sem fome, contando com a colaboração dos moradores do Campo e da Cidade. Ganhávamos alimentos, roupas, leite, carnes e preparávamos boas cestas onde a juventude voltava orgulhosa por transformar aquele Natal em dia de doação e agradecimento. Como toda história fica registrada em fatos e fotos já postei sobre a mesma a foto da equipe que se orgulha deste trabalho até os dias de hoje. E veja que a juventude se foi. "Estamos todas e todos de cabelos grisalhos". Outros natais vieram mais estes de ganhar quando necessitava e poder contribuir quando a situação melhorou é uma marca singular.