Meu nome e Fátima, fui atleta e hoje sou mãe de ginasta. A ginastica Ritmica em si, já e um esporte predominantemente branco sendo minha filha uma das poucas ginastas negras neste local de treinos. Em uma competição, a mais importante do país na modalidade, Campeonato Brasileiro de GR, em 2023 e que aconteceu em João Pessoa, , uma das ginastas citou sobre uma sapatilha que estava a venda e disse para as meninas comprarem por ser muito boa. Minha filha disse que iria primeiro falar com a treinadora, uma vez que ela usava as sapatilhas mais próximas ao seu tom de pele. A menina, então virou se para o restante fo grupo e disse"amigas claras, compre". Houve um constrangimento geral e minha filha me ligou, na noite me contando o que aconteceu. Perguntei como ela tinha se sentido e ela me fisse" envergonhada, mãe, goi diante de todos. Quando chegaram em São Paulo, conversei com a treinadora, e pedi para que ela conversasse com os pais da menina. Mas o psi da menina é vereador aqui na cidade. Então, em 2025 em uma competição em Natal, Rio Grande do Norte, a menina soube que era considerada racista por meninas de outras equipes. Então, os pais dela brigaram e vi minha filha sendo isolada pela treinadora. Afinal, o pão da garota é vereador. E a filha dele podia ser racista, so nao podia ter esse título. Em outubro de 2025 minha filha saiu da ginastica e se via tão triste que enfim, em 2026 retornou aos treinos em outro clube. Minha filha tinha apenas 16 anos e soube o que é ser pobre e preta no Brasil. Quando escolheu uma música para sua atual série de arco, usou a musica" cálice " ela sabia que a bebida que tinha tomado nesses ultimos 2 anos foi amarga e que nao podia nem mesmo falar pois lá, nao tinha voz. Foi preterida, deixada de lado, mesmo tendo resultados bons. E para a treinadora se indispor com alguém importante da cidade, nao era bom ou, em sua pele branca, nao conseguia ver ss marcas de dor da pele preta da minha filha....
Continuar leitura
Meu nome e Fátima, fui atleta e hoje sou mãe de ginasta. A ginastica Ritmica em si, já e um esporte predominantemente branco sendo minha filha uma das poucas ginastas negras neste local de treinos. Em uma competição, a mais importante do país na modalidade, Campeonato Brasileiro de GR, em 2023 e que aconteceu em João Pessoa, , uma das ginastas citou sobre uma sapatilha que estava a venda e disse para as meninas comprarem por ser muito boa. Minha filha disse que iria primeiro falar com a treinadora, uma vez que ela usava as sapatilhas mais próximas ao seu tom de pele. A menina, então virou se para o restante fo grupo e disse"amigas claras, compre". Houve um constrangimento geral e minha filha me ligou, na noite me contando o que aconteceu. Perguntei como ela tinha se sentido e ela me fisse" envergonhada, mãe, goi diante de todos. Quando chegaram em São Paulo, conversei com a treinadora, e pedi para que ela conversasse com os pais da menina. Mas o psi da menina é vereador aqui na cidade. Então, em 2025 em uma competição em Natal, Rio Grande do Norte, a menina soube que era considerada racista por meninas de outras equipes. Então, os pais dela brigaram e vi minha filha sendo isolada pela treinadora. Afinal, o pão da garota é vereador. E a filha dele podia ser racista, so nao podia ter esse título. Em outubro de 2025 minha filha saiu da ginastica e se via tão triste que enfim, em 2026 retornou aos treinos em outro clube. Minha filha tinha apenas 16 anos e soube o que é ser pobre e preta no Brasil. Quando escolheu uma música para sua atual série de arco, usou a musica" cálice " ela sabia que a bebida que tinha tomado nesses ultimos 2 anos foi amarga e que nao podia nem mesmo falar pois lá, nao tinha voz. Foi preterida, deixada de lado, mesmo tendo resultados bons. E para a treinadora se indispor com alguém importante da cidade, nao era bom ou, em sua pele branca, nao conseguia ver ss marcas de dor da pele preta da minha filha. São coisas assim que vão nos marcando , mas nós mostrando que a luta nao acabou.
Recolher