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Personagem: Fatima Lucia
Por: Fatima Lucia, 9 de julho de 2026

Cálice

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Cálice

Meu nome e Fátima, fui atleta e hoje sou mãe de ginasta. A ginastica Ritmica em si, já e um esporte predominantemente branco sendo minha filha uma das poucas ginastas negras neste local de treinos. Em uma competição, a mais importante do país na modalidade, Campeonato Brasileiro de GR, em 2023 e que aconteceu em João Pessoa, , uma das ginastas citou sobre uma sapatilha que estava a venda e disse para as meninas comprarem por ser muito boa. Minha filha disse que iria primeiro falar com a treinadora, uma vez que ela usava as sapatilhas mais próximas ao seu tom de pele. A menina, então virou se para o restante fo grupo e disse"amigas claras, compre". Houve um constrangimento geral e minha filha me ligou, na noite me contando o que aconteceu. Perguntei como ela tinha se sentido e ela me fisse" envergonhada, mãe, goi diante de todos. Quando chegaram em São Paulo, conversei com a treinadora, e pedi para que ela conversasse com os pais da menina. Mas o psi da menina é vereador aqui na cidade. Então, em 2025 em uma competição em Natal, Rio Grande do Norte, a menina soube que era considerada racista por meninas de outras equipes. Então, os pais dela brigaram e vi minha filha sendo isolada pela treinadora. Afinal, o pão da garota é vereador. E a filha dele podia ser racista, so nao podia ter esse título. Em outubro de 2025 minha filha saiu da ginastica e se via tão triste que enfim, em 2026 retornou aos treinos em outro clube. Minha filha tinha apenas 16 anos e soube o que é ser pobre e preta no Brasil. Quando escolheu uma música para sua atual série de arco, usou a musica" cálice " ela sabia que a bebida que tinha tomado nesses ultimos 2 anos foi amarga e que nao podia nem mesmo falar pois lá, nao tinha voz. Foi preterida, deixada de lado, mesmo tendo resultados bons. E para a treinadora se indispor com alguém importante da cidade, nao era bom ou, em sua pele branca, nao conseguia ver ss marcas de dor da pele preta da minha filha....

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