Inicialmente, meu nome seria Isadora de Morais Santos, pois minha mãe desejava que eu tivesse um nome composto por sete letras, número que, para ela, simbolizava a perfeição. No entanto, essa escolha foi modificada após uma conversa com meu pai. Admirador da atriz Juliana Paes, ele convenceu minha mãe a optar pelo nome Juliana. Segundo relatos familiares, seu principal argumento foi: “Olha, Joelma, como Juliana e Joelma combinam”. Assim, o nome inicialmente planejado foi substituído.
Outra questão que evidencia as mudanças ocorridas durante a escolha da minha identidade diz respeito ao sobrenome. A princípio, meu nome completo seria Juliana de Morais Santos. Considerando que eu era a primeira filha mulher de meu pai, Anizio dos Santos Freitas, e que foi ele próprio quem realizou meu registro civil, era esperado que o sobrenome Santos fosse mantido. Entretanto, enquanto minha mãe permanecia no hospital comigo, ainda recém-nascida, meu pai realizou alterações no nome previamente definido. Dessa forma, tanto o prenome quanto o sobrenome registrados diferiram daqueles inicialmente idealizados por minha mãe, revelando que minha identidade foi construída a partir de decisões e negociações familiares ocorridas desde os meus primeiros dias de vida.