Do menino amarelo à cidadão de Aby Ayala
Como canta Renato Teixeira muito bem
Sou caipira, Pirapora Nossa senhora de Aparecida
Que ilumina o trem da minha vida
Me disseram porém
Que eu viesse aqui
Pra pedir em romaria e prece
Paz aos desaventos
Mas como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar , meu olhar....
Para todos que já tiveram o prazer de ouvir ou ver essa música interpretada por Elis Regina , percebem o quão lindo são os sentimentos e sonhos da cidadã ou cidadão do interior , das brenhas , mesmo que ela esteja entranhada entre os polos colonizadores desses Brasis , a região que eu nasci fica à uma hora e meia da Capital de São Paulo, à oito horas de Belo Horizonte e cinco horas do Rio de Janeiro, entre as Serras da Mantiqueira e a Serra do Mar , se você subir em duas horas chega ao Sul de Minas Gerais e se você descer chegará ao Mar, foi ali onde nasci, no Vale do Rio Paraíba do Sul em Jacareí SP.
Etá cidade risca faca, Sapato brilhante
Escorrei em ouro, Não é merda mesmo
O ponto magnético que o orienta o norte da bussola
É aqui, Jacareí ,
Terra das cabeiras e das peruquinhas
Jacareinha
Plim , Plim
Na adolescência ingressei nas produções artísticas, músicas, teatro e poesias , participei com Doni, um dos meus irmãos, em algumas peças teatrais , ensaiamos um som para um festival estudantil, com uma letra, um refrão, que era assim (Cabeça, cabeça quero falar, Cabeça quero dizer o meu pensar de cabeça iê ) talvez nessa ingênua frase, tenha surgido o sonho de ser escutado, clamando a metamorfose da sociedade, sonhando com a revolução popular democrática de Direito. .
Ter tido a chance de ler algumas de coisas de Tche Guevara , Pablo Neruda, tradução de Maiakovisk , ouvir a poesia da rua, lembrar dos manuscritos do meu pai, ler sobre a semana de arte moderna de 1920 . ouvir músicas de Clementina de Jesus ,Tarancon , ter participado do...
Continuar leituraDo menino amarelo à cidadão de Aby Ayala
Como canta Renato Teixeira muito bem
Sou caipira, Pirapora Nossa senhora de Aparecida
Que ilumina o trem da minha vida
Me disseram porém
Que eu viesse aqui
Pra pedir em romaria e prece
Paz aos desaventos
Mas como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar , meu olhar....
Para todos que já tiveram o prazer de ouvir ou ver essa música interpretada por Elis Regina , percebem o quão lindo são os sentimentos e sonhos da cidadã ou cidadão do interior , das brenhas , mesmo que ela esteja entranhada entre os polos colonizadores desses Brasis , a região que eu nasci fica à uma hora e meia da Capital de São Paulo, à oito horas de Belo Horizonte e cinco horas do Rio de Janeiro, entre as Serras da Mantiqueira e a Serra do Mar , se você subir em duas horas chega ao Sul de Minas Gerais e se você descer chegará ao Mar, foi ali onde nasci, no Vale do Rio Paraíba do Sul em Jacareí SP.
Etá cidade risca faca, Sapato brilhante
Escorrei em ouro, Não é merda mesmo
O ponto magnético que o orienta o norte da bussola
É aqui, Jacareí ,
Terra das cabeiras e das peruquinhas
Jacareinha
Plim , Plim
Na adolescência ingressei nas produções artísticas, músicas, teatro e poesias , participei com Doni, um dos meus irmãos, em algumas peças teatrais , ensaiamos um som para um festival estudantil, com uma letra, um refrão, que era assim (Cabeça, cabeça quero falar, Cabeça quero dizer o meu pensar de cabeça iê ) talvez nessa ingênua frase, tenha surgido o sonho de ser escutado, clamando a metamorfose da sociedade, sonhando com a revolução popular democrática de Direito. .
Ter tido a chance de ler algumas de coisas de Tche Guevara , Pablo Neruda, tradução de Maiakovisk , ouvir a poesia da rua, lembrar dos manuscritos do meu pai, ler sobre a semana de arte moderna de 1920 . ouvir músicas de Clementina de Jesus ,Tarancon , ter participado do espetáculo Elis Vive, produção , Doni Bueno/MOTAJA , enfrentado do Fempo por 2 vezes,
me ajudou pois, em 1978, nos meus 15 anos de idade, começa as campanhas para fortalecer o fundo de greves dos metalúrgicos do ABC, alastrando se para o Vale do Paraíba, região onde nasci, então já com ousadia, participamos, da luta pelas Diretas Já, dos momentos de divulgação, procurando denunciar e anunciar as injustiças e violações dos direitos dos trabalhadores que mais tarde se aglutinaria na fundação do Partido dos Trabalhadores.
Nessa trajetória em 1982 me aproximo do Conselho indigenista Missionário (CIMI)
Foi então, quando comecei a me relacionar com povos indígenas e comunidades tradicionais, comecei a procurar, mais e mais informações chegando , por intermédio de Jussara e Alberto Capucci fui apresentado ao regional Sul, iniciando minha inserção, passando um longo período em estágio em Xanxerê SC, Diocese de Chapecó, quando conheci , Vilmar , Juracilda e os filhos ,Pe. Lothário, Pedro Zillis , Edson, Clairton , .Nessa época pude vivenciar, aspectos da vida cotidiana, jogos de bocha , conviver com a representação dos agricultores rurais , sindicatos, cooperativas , membros do Movimento Sem Terra , visitar colônias de poloneses, Alemães e Italianos, participar das reuniões da diocese, ouvir D.José Gomes , estar em retiros com D. Pedro Casaldaliga , que foram fundadores da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Conselho Missionário(CIMI), caminhar pela história de resistência local , ir as Romarias pela Terra, ajudar a plantar a Cruz de Cedro em homenagem ao Contestado, conhecer o povo Kaingang, pernoitar nas fontes abençoada pelo Monge João Maria , na área indígena PI Xapecó , município de Xanxerê , adentrar dia e noite em ritual do Kiki , já não tinha mais dúvida , seria mais guerreiro a militar nessa causa de todos , a luta dos povos indígenas , sementes da esperança , para um dia anunciar a convivência em paz e harmoniosa entre todos os seres deste planeta.
Depois me deslocando para a baixada Santista, indo morar em Itanhaém atuar com o povo Guarani em especial na Serra do Itariri, que viviam intensamente o processo de demarcação territorial. Podendo conhecer o Capitão Antonio Blanco, liderança Guarani de muito prestígio, a frente do movimento. Não podemos deixar de lembrar que o município de Itarri SP, faz fronteira com o Paraná, região conhecida como Vale do Ribeira, que acolheu Carlos Lamarca, que sempre nos estimula com uma grande máxima, Ousar Lutar, Ousar Vencer, assim animado pela memória viva com a qual ia encontrando, fortalecia as convicções e esperança, de um dia ver o Brasil se reconhecer Brasis, estado pluri étnicos, pluri nacional, multi cultural.,
Em 1984 nasce meu primeiro filho Caio Rocha Bueno, recebendo esse nome em homenagem ao escritor e historiador Caio Prado Junior e ao Caio primeiro escravo a se rebelar contra o império Romano. Assim escolhido pela mãe , eu além de respeitar os Caios representado no nome do meu primeiro filho , gostava do trocadilho ,que a denominação Caio , caio nos oferece, pois ao eu cair de amor , me afastei do CIMI, voltando a morar em Jacareí, minha terra natal, um tempo depois, por escolha de Elaine, companheira na época, fomos morar em Pimenta Bueno RO, permanecendo por lá até 1987, quando nasce meu segundo filho Luan Rocha Bueno , esse recebeu esse nome, pois nasceu em dia de lua cheia, a lua cheia mais linda em minha vida me dando Luan meu grande filho, foi, quando Jussara e Alberto me convidaram para voltar a atuar novamente no regional sul do CIMI , desta vez ,com família e tudo para trabalhar junto aos Kaingang , com presença intensa em Irai RS, pois era onde a luta pela terra estava mais forte na época, também se fortalecia e se organizava UNISUL, União das Nações Indígenas do Sul.
Em 1989 um grande rodomoinho , uma revira volta , tudo vira de cabeça para baixo, Lula perde as eleições presidenciais para Collor, a Perestroica foi instituída, anunciam o fim do comunismo ,sonhos em crise e Elaine anuncia a separação, o que fazer, minha vida no sul se estrangulava, Caio estava com 6 e Luan 3 anos, imaginei enlouquecer , mas com o apoio dos companheiros do CIMI foi definido minha ida para o regional Nordeste começando um processo de transferência entre 1992 a 1994.conhecer Saulo, Rosane , Chico, Prazeres , Ivanilson, Daniel, Socorro , Eliene, João , Lucimar . Jorge. Nesse contexto também , surge a oportunidade de participar do curso no CAJAMAR , que fiz parte , da turma de 1993.
O curso de formação de formadores do movimento popular , chega em minha vida em um momento muito importante, pois nos ajudou , me ajudou a refletir melhor sobre minha vida, meus sonhos, valores e perspectivas de vida confirmando o meu eu, e confirmando minha opção de vida , me dando condição de elaborar melhor minhas ideias , ajudando a sistematizar o trabalho, podendo ser mais seguro e criativo nas ações , melhorando o dialogo interno na equipe de trabalho assim com os povos indígenas, pois nos capacitou um pouco mais no planejamento estratégico situacional, nos permitindo perceber , com mais nitidez, as necessidades da avaliação constante , mediante os imprevistos surgidos durante a execução do planejamento proposto, sem perder o foco , podendo assim estar mais exato nas conclusões de cada período estabelecido, identificando , resultados, metas alcançadas ou não , pois nesse campo que transitamos incorremos nos erros de sermos absolutistas , ou maquiarmos os fatos para uma avaliação positiva ou caímos em depressão acreditando que fomos falhos ,que tudo deu errado, não percebendo as oscilações da conjuntura , estar com representações dos diversos locais desses brasis, em uma diversidade de movimentos sociais ,com uma presença intensa feminina, avaliando e planejando , vislumbrando um outro mundo novo possível , foi muito importante até porque muitas metamorfoses estavam em eminências de ocorrer, em minha vida, no Brasil e no mundo.
Bandeira de São Sebastião
Oi bate o tambor de saída
Oi puxe a bandeira no ar
Cantemos a São Sebastião
Meu Senhor
Oi deixe o cortejo passar
Trazendo o estandarte no peito
E a gira da roda nos pés
Cantemos a Nossa Senhora Maria
Saudemos o meu São José
O nosso santo é Guerreiro
Tem força e cavalo do bom
Arrasta o cortejo na vila
Fazendo virar batalhão
Oi viva um povo encantado
Oi viva população
Vimos de terras distantes
Para saldar seu reinado
Meu Santo é cabeça de frente
E inspira opinião
No sul foi Contestado
E hoje Revolução
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um aspecto muito importante do curso sempre foi nos alertar para o processo de sistematização do trabalho.. Para o regional Sul do CIMI a possibilidade de eu sair do regional e ir para outro regional não foi impecílio para que participasse do curso no Cajamar , pois caso decidisse mudar de regional o investimento na minha pessoa estaria também fortalecendo a instituição que sempre se apercebeu como um grande corpo, visando a missão junto aos povos indígenas independente do regional que eu exercesse a missão
Chego aqui em Pernambuco ,muito motivado para aprender com as equipes locais, pois são outras realidades, tudo muito diferente, os povos indígenas muito bem organizados pelo processo de formação vivido com participação e presença intensa na Constituinte de 1988, muitas lideranças fortes e entusiasmadas para continuar a luta pela demarcação territorial, pois uma coisa é a vitória na lei, outra é a vitória na prática.
Nesse clima é que chego muitas retomadas acorrendo e o movimento indígena muito forte, tive a honra de poder estar junto em muitas reuniões da APOINME, com as assessorias de Tania, Jorge e Rosane , que na época era conhecida por Comissão LE/NE, tendo a frente lideranças como Toninho Guarani, Maninha Xukuru Kariri, Girleno Xoko, Manoelzinho, Ninho e Nailton Pataxo Hã Hãe, Jonas Tupinikim, Ivan Kambiwá , Cabloquinho Potigura, Dourado Tapeba ,João Thomas Pankararu, Lazinho Kiriri ,D. Lurdes Truka, Zenilda Xukuru, Antonio Celestino, Seu Miguél Xukuru Kariri e Xikão Xukuru, e mais uma juventude , na época Neguinho Truka ,Marquinho Xukuru do Ororuba, a turma que hoje ocupam o setor de comunicação da APOINME, Alexandre Pankararu , Elisa Pankararu, hoje Doutora em antropologia., Thiago , Sarapó, Fernandão, Célio e muita gente nesse mundo nordeste indígena, o movimento aglutinava guerreiras e guerreiros, os filhos e filhas de Aby Ayala, reconstruindo o Nordeste, saindo da invisibilidade, exercendo a cidadania como povos indígenas, deixando de viver sufocados pela colonização escapando da pata do gado,
Somava se ao movimento indígena, alimentando a força, os movimento cultural, estudantil ,movimento negro unificado, ecoando por reescrever a história do NE, em narrativas próprias dos povos originários. Os pés de poeira , os canelas cinza sendo reconhecidos por, cidadão , nações indígenas, a mão de obra escrava ou alugada ,os bóias frias tornando se proprietários de terra demarcada inseridos em programas de políticas públicas, tornando se referência em gestão territorial, mas tudo , a custo de muitas lutas, banhadas por suor, sangue e lágrimas, que sou testemunha ocular dos fatos ao longo dos anos de 1992 até hoje , pude viver esses momentos . Manter relação de amizades , alimentando a certeza que a justiça à de ser realizada,
redesenhando mapas dos municípios, estados e Brasis , redefinindo fronteiras.
Acreditar e viver em outro Mundo possível, nos ajuda entender que nem tudo está corroído, a esperança vem sendo nutrida, se revela na diversidade, ensina multiplicar, voltar poder se apresentar como comunidade ,povos, com culturas diferentes , tendo outra visão e outro tratamento com a Mãe Terra, como afirmava o Cacique Xikão Xukuru, a terra não foi feita para ser explorado e sim para que todos os seres viventes viver sobre ela.
Conhecer Pernambuco com essas diversas vivências , urbanas , rurais ,dentro dos territórios indígenas, me fez delirar e acreditar, que só por Deus mesmo, os Santos e Encantos, com todos os Orixás e a graça da Mãe Jurema, torna possível resistir às imposições do mundo ,das oligarquias , do corporativismo das instituições de representação do estado , ainda vivemos sob o regime das capitanias hereditárias , famílias se entrelaçam no revezamento mantendo se no poder ,por isso cada palmo de terra, cada fazenda retomada, modifica os mapas, revisa leituras geográficas, se antes estavam suprimidos, hoje os Territórios Indígena são demarcado, povos exercem o direito originário ,como é possível ilustrar nas palavras de Seu Zequinha, Pajé Xukuru, se o latifundiário nos transformaram, de índio em caboclos, quer dizer que acabou se, nós temos que voltar pra índio, que é uma palavra forte., Desta forma o nordeste me acolhia, me fazendo anestesiar dores, demonstrando novos caminhos, me permitindo construir angelo bueno à Babau em Outros 500.
Outros 500
Não adianta vir com seus estandartes esticados
Caravelas, brasões de cruzes vermelhas
De fundos brancos
Sou um povo
Sem estado
Sem escrita
Representados pelas conversas
Se preferir , histórias Orais
Não lhe aceito
Seu bora tintas
Bug shits
Cabeça louca
Colonizador fru fru
Veste calção de florzinha
Estendo lhe meu peito
Minhas pulseiras
E meu cocar
Corra daqui
Pois traiu
Minha hospitalidade
È guerra
A terra
É minha
, Ter viajado constantemente com essas lideranças, permanecendo em suas aldeias, participado de inúmeras mobilizações forjava em mim, o desejo de anunciar minhas poesias, chegando a três publicações Um Quarto de Ofício, Um Terço de Prece e Babau em Outros ¨500,Trabalhos elaborados de forma conjunta, propondo contribuir para que nossa voz anime esse processo coletivo de cidadania.
A luta propunha uma interação entre os diversos campos de atuação, exigia mobilizações , atos políticos culturais, assim estabelecemos um plano voluntário e presente nos diversos campos da arte musicas, vídeos , teatros, dança, fotografia, pinturas e poesias onde participava intensamente aos recitais, pautando a problemática indígena sempre tratada, mantendo informada a sociedade com fatos verdadeiros na história dos povos indígenas e populações tradicionais , no sertão do Pe.Cicero, do Padin Calixto.
Dentro dessa história , uma das coisas mais, bonitas e que me fez acreditar no Bem Viver , foi poder ter morado em uma aldeia indígena , a Santana ,morrei ali, entre 2003 a 2018, me casei com uma mulher Xukuru, nasceu meu terceiro filho, Francisco de Assis Araújo Neto, que atualmente está com 16, nesse período que vivi entre eles , criamos a equipe Jupago Kreka, que trabalha , com a valorização das técnicas, sementes e culinária tradicionais , do cultivo à preparação da alimentação, numa intensa Viagem da Volta procurando reencontrar o Bem Viver , que por lá é denominado Limolaigo Toiope, terras dos mais velhos, hoje voltei a morar no Recife e estamos em uma grande saga em defesa do Rio São Francisco, o grande OPARÁ, pois pretendem construir um complexo de usinas nucleares em suas margens no município de Itacuruba PE, no sertão de Itaparica
Sim continuo no CIMI, equipe de Pernambuco regional Nordeste, dia 26 de junho passado completei 57 anos de teimosia de resistência.
Ah , sobre o curso do Cajamar oque posso afirmar além , do que descrevi acima, é que o curso, me fortaleceu em muito, nesse caminho da minha vida, me fez ter maior discernimento do meu trabalho enquanto educador popular, me encorajou a publicar minhas poesias, ajudando a ecoar , muitos sonhos e denunciar pesadelos ,tenho consciência que hoje , ter feito parte da turma de 1993, durante a formação do Cajamar me confirmou OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER e até mesmo perder , sem se calar.
ABY AYALA
Denominação atribuída ao Continente Americano pelos povos indígenas
QUE VIBRE TODAS AS ATABAQUES
QUE TOQUEM TODOS OS ELUS
QUE BATAM TODAS AS MATRACAS
QUE ZUNAM TODOS OS MARACAS
UNINDO NOSSAS SEMENTES
MISTURANDO NOSSOS DESTINOS
XÕ NUCLEAR ,
XÕ NUCLEAR
angelo bueno
image.png
música : Caipira Pirapora Renato Teixeira
poemas : Bandeira de São Sebastião, angelo bueno
Outros 500 angelo bueno
Aby Ayala angelo bueno
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